Prejudicado por um incêndio que há um mês consumiu parte de suas instalações, o Mercado Público de Porto Alegre será reaberto às 10h da próxima terça-feira, 13, anunciou a prefeitura agora à tarde, após receber a autorização do Corpo de Bombeiros. Acompanhados pelo vice-prefeito Sebastião Melo e pela equipe do município, técnicos da corporação realizaram vistoria no prédio nesta tarde, confirmando a adequação da estrutura às exigências de segurança para acesso do público.
A vistoria realizada no Mercado Público começou pouco depois das 14h, quando o Corpo de Bombeiros analisou as intervenções promovidas no prédio pela empresa Estinsul, contratada para executar o PPCI (Plano de Prevenção Contra Incêndio). Todo o sistema de combate ao fogo foi testado, desde alarmes e sinalizações luminosas que indicam as saídas até hidrantes e mangueiras. Os bombeiros também fiscalizaram todas as 73 bancas que reabrirão na próxima terça-feira, com o objetivo de atestar a existência e validade de extintores.
A avaliação técnica de segurança da estrutura possibilita a reabertura, de forma parcial, para 73 estabelecimentos. Os oito restaurantes do andar superior e 29 lojas do quadrante voltado para a Avenida Júlio de Castilhos, permanecem fechados para as obras de recuperação. Segundo o prefeito José Fortunati, a reabertura é resultado de um esforço coletivo empregado desde o incêndio registrado na noite de 6 de julho. “A cidade estava esperando essa notícia. Todos os envolvidos trabalharam unidos para devolver à população o mais rápido possível o grande patrimônio que é o Mercado Público”, manifestou Fortunati.
O comandante do Corpo de Bombeiros da Capital, Adriano Krukoski, confirmou a adequação do Mercado nos quesitos de segurança, como sinalização e infraestrutura de combate a incêndio. “Dentro do que foi acordado no TAC, a estrutura está adequada para reabertura do Mercado”, afirmou. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê as exigências mínimas e garante a reabertura do Mercado Público foi assinado pela prefeitura, Ministério Público e Corpo de Bombeiros na última segunda-feira, 5. Entre as medidas estão a implantação de alarme antifogo, placas sinalizadoras luminosas e treinamento de comerciantes para situações de risco.
O projeto de recuperação do prédio histórico está estimado em R$ 19,5 milhões. O próximo passo é trabalhar no projeto e apresentar à Caixa Econômica Federal para que haja a liberação dos recursos.

