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Brasil apresenta políticas para ampliar acesso à TV 3.0 no NAB Show

Representantes do Ministério das Comunicações e da EBC participam da feira que ocorre em Las Vegas, nos Estados Unidos

Ministro da Comunicação, Frederico de Siqueira Filho, participa do NAB Show. - Crédito: Shizuo Alves / MCom

Representantes do Ministério das Comunicações (MCom) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participam até esta quarta-feira, 22, do NAB Show, em Las Vegas, nos Estados Unidos, onde apresentam políticas públicas e avanços relacionados à TV 3.0, incluindo o estudo para uso de recursos do Edital 5G na distribuição de kits de recepção a famílias de baixa renda. Considerado a principal feira global de Mídia, Audiovisual e Radiodifusão, o evento reúne as principais inovações tecnológicas do setor e conta com a presença de autoridades brasileiras.

Integram a comitiva o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; o diretor-geral da EBC, David Butter; e o diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da empresa, Bráulio Ribeiro, entre outros representantes. A participação ocorre em um momento em que o Brasil avança na definição e implantação do novo padrão de transmissão da televisão digital.

Durante o evento, Siqueira Filho afirmou que o governo avalia destinar recursos oriundos das contrapartidas do leilão do 5G para viabilizar o acesso à TV 3.0. Segundo ele, a proposta “não é apenas uma medida social de alta relevância, é também uma estratégia estruturante.” O ministro acrescentou que ampliar o acesso pode “acelerar a adoção, estimular o mercado e criar as condições para que todo ecossistema se desenvolva de forma sustentável.”

Siqueira também destacou o potencial da nova tecnologia como canal de Comunicação direta com a população. De acordo com ele, a TV poderá operar como um sistema de alertas, com segmentação geográfica e ativação automática dos dispositivos, garantindo que a informação chegue de forma mais eficiente.

Interesse internacional

Para o diretor-geral da EBC, David Butter, a experiência brasileira com a TV 3.0 tem despertado atenção fora do País, especialmente pelas escolhas tecnológicas e pelo modelo regulatório adotado. “O Brasil se posiciona mais uma vez para liderar”, afirma. Ele ressalta que a televisão aberta já possui escala consolidada e que a nova tecnologia agrega recursos de personalização, regionalização e oferta de serviços públicos.

Na mesma linha, Bráulio Ribeiro destaca o papel da EBC na condução dos testes e na divulgação do modelo brasileiro no cenário internacional. Segundo ele, a presença no NAB Show reforça o protagonismo da Comunicação Pública nas discussões sobre a TV 3.0 e amplia a visibilidade da plataforma como uma inovação que integra serviços de governo.

Integração

O modelo da TV 3.0 no Brasil foi definido por decreto presidencial em agosto de 2025 e prevê a evolução da televisão aberta para um ambiente mais conectado e interativo. De acordo com Siqueira Filho, essa tecnologia abre espaço para integração com serviços digitais do governo, transformando o aparelho em um ponto de acesso a políticas públicas. A proposta busca alcançar especialmente parcelas da população que ainda enfrentam limitações no uso de outros recursos tecnológicos.

O ministro avalia que a nova geração da TV ampliará o alcance do estado e poderá alterar a forma de consumo do meio. “Estamos falando de personalização, uma TV para cada brasileiro. Pela primeira vez, a televisão aberta poderá oferecer experiências adaptadas ao perfil do usuário, sem perder a sua característica essencial de meio de Comunicação em massa”, afirma.

A TV 3.0 permite, por exemplo, a integração com sistema de alertas de emergência, com o envio de avisos para áreas específicas ativando os aparelhos de forma automática, sem a necessidade de conexão de banda larga.

Novos modelos

No campo econômico, a TV 3.0 também deve abrir espaço para novos modelos de negócios. Segundo Siqueira, a tecnologia possibilita o avanço da Publicidade segmentada baseada em dados e a incorporação de soluções de comércio eletrônico à experiência televisiva.

A expectativa é que durante a Copa do Mundo, que tem início em 11 de junho, já seja possível iniciar testes para a transmissão da TV 3.0. “O ritmo da implantação será definido de acordo com a estratégia das próprias emissoras e o papel do Estado é garantir um ambiente regulatório estável, previsível e propício ao investimento”, afirma.

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