O ‘Brasil de idéias’, que ocorreu na última sexta-feira, 10, no Pool Bar do Sheraton Porto Alegre Hotel, teve como convidados os secretários estaduais de Transportes, Pedro Westphalen; e de Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional, Cristiano Tatsch. No evento, foram discutidos os principais avanços nas políticas do Estado a partir do case ‘Avanços e Perspectivas Para Convergir a Favor do Rio Grande’. A publisher da Revista Voto, Karim Miskulin, foi a mediadora do debate que reuniu representantes de empresas e de entidades públicas e privadas.
Nos Transportes, o secretário Pedro Westphalen mostrou o cenário encontrado ao assumir a pasta e flou que 85% das estradas gaúchas estavam em péssimas condições, o encerramento do processo das concessões das rodovias federais, a criação da Empresa Gaúcha de Rodovias, apenas 8,8% de transporte por ferrovias e apenas 3% por hidrovias. “Hoje, o que é exigido pelo governo federal para as concessões já é feito por nós. Ainda temos 20% dos nossos municípios sem acesso asfáltico. Ao assumirmos o governo, potencializamos o que foi feito na última gestão e operacionalizamos da nossa maneira. Precisamos estar cientes que é a diversificação econômica do Estado que tem que pautar as questões de logística e infraestrutura, para diminuirmos o custo da atividade para as empresas. Precisamos de ações para o setor produtivo, para focarmos no que traz resultado para todos, por isso retomamos o investimento nos aeroportos regionais e estamos fazendo parcerias público-privadas nas hidrovias”, afirmou.
O secretário de Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional relembrou que, em 2011, o Estado chegou a aumentar a receita em 40%, mas, ao mesmo tempo, o gasto com pessoal cresceu 60%. Por este e outros motivos, o governo atual teve que buscar alternativas, já que as possibilidades eram limitadas. “Desde 2014, quando o governador José Ivo Sartori assumiu, não obtivemos mais empréstimos, e todas as fontes internas de recursos estão esvaziadas. Nossas possibilidades de buscar valores para investimentos estão esgotadas”, disse. Cristiano Tatsch também ressaltou a falta de continuidade às políticas econômicas do Rio Grande do Sul e que é necessário ter um Estado mais eficiente. “Para isso, já aprovamos as leis de responsabilidade fiscal estadual e a que cria o fundo previdenciário do Estado. O governo precisou ter coragem para aprovar essas medidas. Isso nos dá força de chegar a Brasília a fim de negociar, porque já estamos fazendo o dever de casa. Precisamos fazer concessões e parcerias público-privadas, não somente pela falta de alternativas em conseguirmos recursos, mas também porque alguns serviços oferecidos pela iniciativa privada são de melhor qualidade do que se forem oferecidos pelo poder público”, destacou.
Karim Miskulin ressaltou que um dos objetivos do ‘Brasil de Ideias’ é estimular a convergência entre os agentes da vida pública e representantes de empresas e entidades privadas. “Essa troca de informações, apresentando o que já foi feito e as possíveis alternativas, nos estimula a seguir em frente. O espaço foi pensado para fazer a interlocução entre o público e o privado e possibilitar que o Estado saia desta situação de crise permanente”, disse.
O ‘Brasil de Ideias’ tem o patrocínio de Celulose Riograndense e Braskem, com o apoio do Sheraton Porto Alegre Hotel.


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