A Internet tornou-se um importante canal de relacionamento dos cidadãos com o governo. Segundo o IBOPE//NetRatings, somente em agosto, mais de 4,4 milhões de brasileiros visitaram sites do setor público de suas residências. Esse número equivale a 37,1% do total de internautas domiciliares, um dos percentuais mais altos do mundo. Nos EUA, por exemplo, 33,1% dos internautas visitaram sites governamentais em agosto. Mas, apesar deste desempenho, os canais online dos governos estaduais têm muito a melhorar em termos de usabilidade.
O estudo analisou sites de 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal e constatou que boa parte deles ainda não possui soluções alinhadas com as melhores práticas em usabilidade. “Analisamos os principais sites dos governos estaduais de acordo com 30 itens, englobando o primeiro contato, links, design, conteúdos indispensáveis e arquitetura da informação, entre outros. Mesmo os sites que mais se destacaram apresentam problemas básicos, como falta de destaque para conteúdos importantes, nomenclaturas inadequadas e utilização imprópria de banners”, relata Marcelo Coutinho, diretor executivo do IBOPE Inteligência.
Os sites do governo de São Paulo e do Rio de Janeiro são os mais avançados e próximos do que se pode considerar ideal. Também são os que alcançam maior número de usuários domiciliares: 1,2 milhão e 423 mil, respectivamente. Já estados como Amapá, Tocantins, Acre, Rondônia e Alagoas obtiveram os piores resultados. Segundo o Iboep Inteligência, o desafio para os governos estaduais é perceber que a Internet não pode ser uma ferramenta acessória, secundária, um simples canal para divulgação de informações. “Com base em estudos e recomendações das Nações Unidas, verificamos que no geral ainda estamos longe de atingir o estágio transacional pleno, para satisfazer os cidadãos de todas as classes sociais e desobstruir os meios físicos de atendimento, construindo uma imagem de governo eficiente”, comenta Coutinho.

