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Brasil precisa de um choque de credibilidade, defende economista

Avaliação é da economista-chefe do Grupo Icatu, Victoria Werneck, ao falar sobre o cenário da economia

O ano de 2015 reserva um cenário difícil para o Brasil, segundo alertou a economista-chefe do Grupo Icatu, Victória Coates Werneck. Ao palestrar nesta quarta-feira, 1º, no evento ‘Tá na Mesa’, da Federasul, ela apontou possíveis cenários para o próximo ano dentro de três conceitos: tratamento de choque, ajuste gradual e mais do mesmo. Afirmou que o choque de credibilidade seria o ideal para garantir a confiança e para a iniciativa privada começar a desengavetar seus projetos de investimento. “Vivemos num quadro de estagnação nos últimos quatro anos, o País não cresce e tem perdido valor de mercado.”

Na palestra intitulada ‘2015: A política econômica em uma encruzilhada’, a economista defendeu que o País precisa das parcerias público-privadas e das concessões, porque somente o setor privado tem condições de investir neste momento. Também criticou a política de concessão de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dizendo que não se pode privilegiar setores e esperar a proposta econômica dos candidatos à presidência da República. “Por enquanto, conheço só a da Marina”, destacou.

Victória lembrou que os economistas dos candidatos estão debruçados nas correções necessárias e ressaltou que não há quem pense em terminar com o benefício do Bolsa Família – que custa, ao ano, R$ 24 bilhões, enquanto o custeio da máquina pública supera, em muito, os R$ 100 bilhões. Repetir a política econômica de hoje é, para a economista, sinônimo de confiança em baixa e estagnação econômica.

Já no cenário de ajustes gradual, enfatizou que representa crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas com perspectivas menos promissoras. Destacou que não há crise internacional que possa ser utilizada como desculpa para nossa estagnação econômica e enfatizou que, com medidas firmes, em dois anos o Brasil poderá retomar o percentual da poupança em 3% do PIB.

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