Nos últimos seis meses, ocorreram 27 crimes contra jornalistas, segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nesta semana. Agressões, ameaças, vandalismo e assassinatos compõem a lista de delitos apresentada pela entidade, durante encontro em Cádiz, na Espanha. De acordo com a SIP, os dados divergem da informação apresentada pelo Palácio Itamaraty, que considera que a maioria dos casos não tem ligação com a atividade profissional.
O documento foi tornado público pelo representante do Brasil na SIP, Paulo de Tarso Nogueira, consultor do jornal O Estado de São Paulo, que, na ocasião, ressaltou pontos da Justiça do País com relação à impunidade e à censura. “É crescente a ampliação do poder discricionário dos magistrados, especialmente os de primeiro grau, no julgamento de ações de antecipação de tutela, reparação de dano moral e do exercício do direito de resposta”, afirmou Nogueira, conforme informações da Agência Estado.
No texto, são citados crimes contra veículos de comunicação e profissionais da mídia, entre eles as censuras judiciais. A reação do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, a uma série reportagens sobre os altos salários de magistrado, seguida de ameaças a jornalistas, foi mencionada pela entidade internacional. A Sociedade Interamericana também lembrou a declaração do presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em favor do que é considerado, pela instituição, censura contra a imprensa.

