Segundo dados do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), o Brasil é o país com mais mortes de profissionais da imprensa por motivos confirmados relacionados à profissão. Em 2012, no continente americano, os brasileiros lideram o ranking com três jornalistas assassinados. Além disso, de acordo com a entidade, o Brasil ocupa o terceiro lugar, entre os países de todo o mundo, onde mais jornalistas foram assassinados neste ano – ele só perde para a Síria, que tem 18, e para a Somália, que soma oito. O País divide a posição com o Paquistão.
O caso mais recente no Brasil foi o assassinato, a tiros, do radialista esportivo Valério Luiz, em 5 de julho, quando ele saía do prédio onde trabalhava. Além de Luiz, também tiveram mortes confirmadas em relação à profissão o jornalista e blogueiro Décio Sá, em abril, e o repórter Mário Randolfo Marques Lopes, em fevereiro. Por esses números, o International News Safety Institute (INSI) classificou o Brasil como um dos países mais perigosos para a imprensa no primeiro semestre de 2012.
Na América Latina, há mais jornalistas assassinados, mas os motivos ainda não foram confirmados, segundo a organização: no México, cinco profissionais da imprensa foram mortos em 2012, por exemplo.

