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Cabrini afirma que entrevista foi legítima

Em entrevista a Boechat, jornalista defende o furo, mas preserva o sigilo das fontes

Depois de ver seu furo de reportagem – uma entrevista, por celular, com Marcos Camacho, o Marcola, líder do PCC (ver nota anterior) – ser chamado de “irreal” pelo governador paulista Cláudo Lembo, o jornalista Roberto Cabrini, da Rede Band, afirmou que não houve barriga. “Tenho convicção que era uma liderança do PCC. Confirmamos que era a voz do Marcola através de uma pessoa que o conhece. Tivemos acesso a ela através de uma das nossas fontes, que não vou revelar o nome. Isso faz parte do nosso trabalho jornalístico”.

Cabrini refuta, ainda, a acusação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo de que teria feito apologia ao crime. “Entrevistar as pessoas, ainda que sejam criminosas, não pode ser considerado apologia. Se fosse, o que seria do jornalismo?” A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para averiguar o caso.

Conforme fontes oficiais, o criminoso estaria em prisão carcerária sem comunicação. A Secretaria da Administração Penitenciária solicitou à emissora uma cópia da entrevista, que será periciada. Por telefone, Cabrini e o suposto líder do PCC falaram sobre os ataques realizados pela facção criminosa. Marcola teria atendido ao jornalista em um telefone celular, dentro de um presídio de segurança máxima. No final da entrevista, ele negou ter feito acordo com autoridades para encerrar os ataques: “Da minha parte não [houve acordos]”, respondeu quando questionado sobre esta possibilidade.

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