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Caco Barcellos foi a atração da 22ª Feira do Livro

Jornalista falou sobre os seus livros e a atuação da imprensa, no evento de Bento Gonçalves

Caco Barcellos esteve na 22ª Feira do Livro de Bento Gonçalves neste final de semana e falou sobre os seus livros, Jornalismo Investigativo e a atuação da imprensa. Fez uma palestra para um público de cerca de 400 pessoas entre professores, alunos, estudantes de jornalismo e fãs. Os livros discutidos foram ‘Nicarágua’, ‘Rota 66’ e ‘Abusado’. Caco fez um relato de como conseguiu investigar, escrever e publicar as histórias de violência e morte registradas em seus dois últimos livros, Rota 66 e Abusado, os dois derivados de sua atuação como repórter.

Sobre a imprensa, lembrou que “os repórteres de hoje estão muito presos ao ambiente das redações. Eles devem testemunhar os fatos onde eles ocorrem, ou seja, nas ruas”. “Dificilmente a imprensa sobe o morro para ver e contar o que acontece por lá. A imagem é focada do asfalto para o morro. Minha pergunta é: Por que não mostrar o inverso? O caminho que eu pratico é o da negociação, gosto que confiem em mim. Me apresento como repórter e digo que estou aí para contar a história deles”, salientou Caco.

O jornalista revelou que fez muitas descobertas enquanto fazia suas reportagens para o livro Abusado. Entre elas, descobriu que a cidadania não chega ao morro. Que o morador que tem alguma relação com o tráfico, conta com certos benefícios ou serviços. Disse também que os pobres são muito mais bem informados do que a classe média, porque eles descem o morro para saber o que está acontecendo lá embaixo, “enquanto os ricos nunca sobem o morro”.

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