A sessão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que ocorreu na tarde de ontem para definir a fusão entre a SKY e a Direct TV, terminou após três horas de explanações sem nenhuma definição.
O relator do Ato de Concentração que trata da fusão, Luiz Carlos Delorme Prado, admitiu a união, mas com restrições. A empresa resultante da possível fusão deverá estabelecer um preço único de serviços para todo território nacional. A Net Brasil, que está associada à Sky, não poderá vetar venda de conteúdo de outras empresas para a Sky. O relator esclarece que o consumidor não deve sofrer reflexos da fusão e poderá manter os serviços que tem atualmente.
Ainda faltou definir a apreciação do Ato de Concentração que prevê a compra de 34% das ações da DirecTV pela The News Corporation Limited. No caso de aprovação, que tem voto favorável do relator, também haverá restrições. Prado definiu que a News não poderá favorecer suas filiadas em detrimento das não filiadas e também não poderá comprar e transmitir com exclusividade os cinco principais campeonatos brasileiros de futebol. O relator ressaltou o poder da compra: “O faturamento anual da News é de 14 bilhões de euros e da DirecTV é de 11 bilhões”, justificou.

