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Caem produção, público e faturamento do cinema nacional

Relatório da Ancine revela queda de indicadores, com exceção do número de salas

A criação de políticas públicas não foi suficiente para fomentar o mercado cinematográfico. No último ano, a produção nacional apresentou queda em quesitos como lançamentos, público e faturamento, quando comparada aos dados de 2011, conforme relatório da Agência Nacional de Cinema (Ancine). O cenário parece contraditório, uma vez que, no mesmo período, o setor registrou um crescimento de 12,13% na comparação com o ano anterior. A participação no bolo publicitário permanece a menor entre as mídias, segundo os dados de janeiro a outubro do Projeto Inter-Meios.

A bilheteria foi responsável por um faturamento de R$ 1,6 bilhão em 2012, incluindo estrangeiros, contra R$ 1,4 bi no ano retrasado. Parte do mercado que o cinema nacional conquistara em 2011, no último ano, ficou com os blockbusters internacionais. O número de filmes lançados teve um recuo de 16% (83 filmes em 2012 contra 99 em 2011), o público diminuiu em 13% (15,5 milhões contra 17,8 milhões) e o faturamento teve queda de ao menos 3,6% (R$ 157,2 milhões contra 163,2). Contudo, o número de salas dedicadas a filmes nacionais cresceu 9,9%. Foram 4.758 salas em 2011, contra 5.229 em 2012, o que pode ser um reflexo da Lei de Cota de Tela.

Quanto ao desempenho dos títulos brasileiros, muitos ultrapassaram a marca de 1 milhão de espectadores. É o caso de ‘Até que a Sorte nos Separe’ (3,3 milhões de ingressos vendidos); ‘E Aí, Comeu?’ (2,5 milhões); ‘Os Penetras’ (2,2 milhões); ‘Gonzaga – De Pai pra Filho’ (1,4 milhão) e ‘De Pernas pro Ar 2’ (1,05 milhão). No geral, a maior bilheteria foi de ‘Os Vingadores’ (10,9 milhões de ingressos); seguido por ‘Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2’ (9,4 milhões) e ‘A Era do Gelo 4’ (8,7 milhões).

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