A Abradi RS lançou, recentemente, em evento realizado na Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, o Corporate AI Index (CAI). A ferramenta gratuita mede o estágio de maturidade de uma empresa no uso de inteligência artificial e devolve, a cada participante, um diagnóstico de onde a organização está e quais são os próximos passos para avançar.
Conforme o presidente da Abradi RS e CEO da Global AD, Vinícius Ghise, o CAI nasce do compromisso da entidade em traduzir uma preocupação recorrente do setor em algo mensurável. “Não basta falar sobre inteligência artificial, é preciso saber em que estágio cada empresa realmente está e, mais importante, para onde caminhar a partir disso”, afirma.
Questionário
A coleta dos dados é feita a partir da resposta de um questionário e, após, é possível chegar a um diagnóstico personalizado: em que estágio está e quais os próximos passos mais relevantes para avançar. A avaliação usa a Escala de Likert (método psicométrico usado para medir o grau de concordância, satisfação ou frequência das pessoas em relação a uma afirmação), com respostas de um a cinco. Além disso, combina cinco pilares com pesos diferentes, gerando um índice também de um a cinco, bem como o percentual de maturidade da organização.
Para o diretor de Inovação e IA da Abradi RS e CEO da EON, Guilherme Sant’Helena, a maior parte das empresas sabe que precisa avançar em inteligência artificial, mas não tem como saber se está adiantada ou atrasada em relação ao próprio mercado. “O CAI resolve isso em poucos minutos e devolve um caminho, não apenas uma nota”, explica.
Índice de maturidade
Cada resposta alimenta, de forma anônima, um panorama de como o Rio Grande do Sul está usando inteligência artificial, quais são os gargalos mais comuns e onde estão as oportunidades de avanço. Por isso, a Abradi RS pretende consolidar esses dados em um índice de maturidade em IA do mercado gaúcho, atualizado periodicamente, para que sirva de referência para empresas, entidades e formuladores de política do setor.
Sócia da ODDO e líder de Estratégia, Pesquisa e Inteligência, Carol Mallmann aborda: “Transformar percepção em métrica exige rigor no desenho da amostra e na análise. Trabalhamos para que o CAI possa se tornar uma série histórica, capaz de mostrar como o mercado gaúcho evolui ao longo do tempo”.

