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Campanhas de telefonia são as mais penalizadas pelo Conar

De 10 processos analisados no primeiro julgamento do ano, quatro eram contra operadoras

Na última semana, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) analisou 10 processos, dentre os quais quatro eram movidos contra campanhas assinadas por anunciantes do setor telefonia. Destes, três decisões determinaram a alteração das mensagens e uma rendeu uma advertência à operadora ré. As deliberações foram unânimes entre os 49 conselheiros presentes à reunião. O resultado confirma as companhias telefônicas como as campeãs de punição, o que confirma a informação constatada pela entidade no ano anterior.

Nos processos julgados pelo órgão em 2011 aparecem 13 decisões contrárias à operadora Tim – sendo 10 pedidos de alteração, um deles acompanhado de advertência, e três campanhas sustadas –, segundo informações do portal Meio & Mensagem. A vice-líder em punições no segmento é a Claro, que teve três campanhas sustadas, sendo uma delas com advertência, e cinco alteradas. A Vivo teve seis campanhas alteradas. A maior parte dos processos é movido pela ação de concorrentes, ao contrário de outros setores, como o de bebidas alcoólicas, por exemplo, onde a maioria das reclamações vem do público ou de iniciativa própria do Conselho.

Em seus números finais de decisões tomadas em 2011, o órgão contabiliza 325 processos instaurados e 366 representações julgadas — não é incomum o número de julgamentos ser maior, pois muitos processos instaurados em um ano só são discutidos no exercício seguinte. Do total de 325 processos instaurados, 127 foram motivados por queixas do público, 97 por empresas que se sentiram lesadas, 89 pelo próprio Conar e 11 por denúncias de autoridades. A maioria (64%) das 366 representações julgadas terminou em punições.

Apesar de casos de grande repercussão, como os de Gisele Bündchen nos comerciais de Hope, dos ‘Pôneis Malditos’ da Nissan e das ‘Mulheres evoluídas’ de Bombril — todos arquivados sem alterações nas campanhas — darem a impressão de um ano de mais trabalho para o Conar, o total de processos abertos em 2011 foi o menor desde 2006. Também caiu o número de julgamentos, que totalizaram 402 em 2010.

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