Ainda faltava uma hora para o início do debate, mas as engrenagens da Rede Pampa já estavam em movimento. Quando a reportagem do Coletiva.net chegou à sede do grupo, por volta das 20h30 desta quinta-feira, 10, produtores, técnicos e jornalistas trabalhavam para que, às 21h30, tudo estivesse pronto para receber Cláudio Diaz (PSDB), Edegar Pretto (PT), Ernani Polo (PSD) e Silvana Covatti (PP), candidatos a vice-governador do Rio Grande do Sul.
Na recepção, após a retirada das credenciais, a produção explicava o caminho que seria percorrido pelos participantes. Conforme chegavam, os candidatos eram entrevistados por Suellen Ribeiro, apresentadora do ‘Jornal da Pampa’, em uma sala adjacente. Depois, seguiam ao segundo andar, acompanhados por assessores, fotógrafos, videomakers e profissionais de redes sociais.
No andar de cima, eram recepcionados por Alexandre e Christina Gadret em um espaço preparado com comes e bebes. Enquanto as comitivas se encontravam longe das câmeras, no estúdio o debate já começava — ainda que sem ir ao ar.
Os últimos ajustes
Às 21h, meia hora antes do início da transmissão, o mediador Paulo Sérgio Pinto já estava a postos. Câmeras, iluminação e microfones passavam pelos últimos testes, enquanto intérpretes de Libras e profissionais responsáveis pela audiodescrição ajustavam os detalhes de seus trabalhos.
O clima era de preparação, mas também de descontração. Paulo Sérgio concedeu entrevista ao ‘Jornal da Pampa’ e, entre uma conversa e outra, recebeu as orientações finais de Diego Weiler, gerente de Conteúdo da Rede Pampa. Juntos, revisaram o roteiro, a organização dos blocos e o procedimento que seria adotado em caso de pedido de direito de resposta.
Foi sob a mesma atmosfera que Cláudio Diaz, Edegar Pretto, Ernani Polo e Silvana Covatti desceram ao estúdio com suas equipes. Por 10 minutos, fotógrafos, videomakers e profissionais de redes sociais puderam registrar os candidatos posicionados nas bancadas. Encerrado esse período, permaneceram no local apenas dois assessores de cada participante.
O maestro atrás das câmeras
Se Paulo Sérgio conduzia o debate diante das câmeras, Diego assumia uma espécie de regência nos bastidores. Atento ao relógio, mantinha o mediador, os candidatos e a equipe técnica informados sobre o tempo que faltava para o início. Às 21h30, sem atrasos, a transmissão começou.
O gerente permaneceu em movimento durante todo o programa, levando orientações a quem aparecia na tela e também a quem fazia o debate acontecer fora dela. Atrás das câmeras, os intérpretes de Libras se revezavam, enquanto os assessores acompanhavam atentamente as declarações e as comentavam entre sussurros.
Transmitido pela TV Pampa, pelo canal da emissora no YouTube, pelo aplicativo e pela Rádio Pampa, o encontro foi dividido em três rodadas. Após uma apresentação inicial ao público gaúcho, os quatro candidatos puderam fazer perguntas uns aos outros, sem repetição de adversário e com tema livre.
Nos intervalos, os assessores se aproximavam das bancadas para realizar alinhamentos e repassar orientações. Outros profissionais da Pampa acompanhavam o programa para produzir a cobertura nas redes sociais do veículo.
Tempo ampliado e confronto respeitoso
O bom andamento do debate permitiu uma mudança no roteiro. Entre o segundo e o terceiro bloco, Diego procurou os assessores para propor que o tempo destinado às considerações finais aumentasse para dois minutos. A alteração foi prontamente aceita por todas as equipes.
Sem embates que ultrapassassem os limites estabelecidos e sem necessidade de pedidos de direito de resposta, o programa avançou até o fim conforme o planejado. Depois das considerações finais, Paulo Sérgio elogiou os quatro participantes pelo confronto educado e democrático.
Quando as câmeras deixaram de transmitir, candidatos, adversários e profissionais trocaram despedidas. Aos poucos, as bancadas foram esvaziadas, as conversas perderam o tom de sussurro e a tensão dos últimos preparativos deu lugar ao alívio. Para a produção, chegava o momento de respirar com a sensação de missão cumprida.

