O uso da internet por políticos em época de eleição ainda gera polêmica. De um lado, a Justiça quer restringir sua utilização na campanha municipal deste ano. De outro, candidatos defendem liberar o uso, alegando que a web é um instrumento barato e democrático de contato com os eleitores. Segundo estimativas, cerca de 40 milhões de brasileiros têm acesso à internet.
“A resolução da Justiça Eleitoral é equivocada no mérito. Ao invés de estimular, inibe o uso da internet, e causa situação de instabilidade jurídica”, disse o deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. A comissão quer um encontro com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar alterar a determinação do órgão. A resolução prevê que a propaganda eleitoral online seja realizada apenas em um site em nome do candidato, nada mais.
Para a comissão da Câmara, os candidatos devem ter o direito de fazer campanha de todas as formas – em um site próprio, em salas de bate-papo, em um blog, em redes como Orkut e YouTube ou por e-mail. Os limites para a internet seriam os mesmos fixados para outros veículos, com as mesmas leis para injúria, calúnia e difamação, entre outras infrações.

