Foi lançado nesta sexta-feira, 12, no Salão Nobre da prefeitura de Porto Alegre, o Programa de Drenagem Urbana de Porto Alegre (DrenaPOA), que prevê o investimento de R$ 237 milhões em cinco grandes projetos, a partir de março do próximo ano. A iniciativa, que deve solucionar o escoamento de água em diversas regiões da cidade, representa o maior investimento em drenagem nos 41 anos de história do DEP. Os R$ 237 milhões foram captados de uma só vez, sem contrapartida da Prefeitura, para serem aplicados nos próximos cinco anos, sendo que R$ 190 milhões já estão liberados para o lançamento dos editais até o mês de março. Os recursos são do Governo Federal através da Caixa Econômica Federal.
O prefeito José Fortunati disse que o acordo com a Caixa vai permitir a resolução de um problema histórico, que teve seu ápice com a enchente de 1941. “A data de hoje é histórica em Porto Alegre. Nos últimos 10 anos, foram investidos R$ 160 milhões no sistema de proteção contra cheias, como, por exemplo, no Conduto Álvaro Chaves. Foram resolvidos problemas nas avenidas Goethe e Padre Cacique. Mas ainda há muito que avançar”, disse o prefeito, ao lembrar que o DrenaPOA “vai transformar de forma radical a cidade”. Fortunati lembrou também que o Muro da Mauá faz parte deste sistema e deve permanecer. “Consultamos diversos técnicos e instituições. Nenhum deles aconselha a retirada, considerando perigos iminentes com o aquecimento global.”
Do total de recursos, R$ 195 milhões já estão liberados para o início de execução dos projetos, segundo explicou o diretor do DEP, Tarso Boelter. Estão previstos desde a ampliação da capacidade de sucção (a bomba do Parque Marinha, por exemplo, passará de 13 mil litros/segundo para 20 mil litros/segundo), passando pela colocação de geradores próprios nas casas de bomba, até a abertura de novos canais de macrodrenagem. Além disso, ressaltou o diretor, a modernização e automatização do sistema vai permitir que, além do processo de chuva e cheia que hoje são acompanhados em tempo real pelas câmeras do Centro Integrado de Comando da Capital (Ceic), todo o trabalho do sistema possa ser monitorado via celular pelos gestores.

