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Casal de comunicadores precisa de ajuda para recuperar casa e bens perdidos em incêndio

Além dos fotógrafos Clarissa Londero e Waldomiro Augusto Neto, mais três famílias viviam na casa do sítio Cambyçara, em Gravataí

Em uma hora e meia, o fogo destruiu cinco anos de dedicação e empenho na construção da sede do sítio de ecologia e permacultura Cambyçara, na cidade de Morungava, distrito de Gravataí, no Rio Grande do Sul. O incêndio, ocorrido na última sexta-feira, 4, consumiu a casa e os bens dos fotógrafos da Cora Produtora, Clarissa Londero e Waldomiro Augusto Neto, e de mais três famílias. Depois das chamas apagadas e tudo ter virado escombros, eles precisam de ajuda para reconstruir o local, bem como casas de moradia individuais, e adquirir bens para o trabalho.

Conforme Neto, que também é relações-públicas, não se tem certeza o que provocou o incêndio, pois o local onde começou o fogo praticamente evaporou. Segundo ele, o único objeto ligado no quarto onde começaram as chamas era um telefone celular carregando em cima de uma cômoda. No momento do ocorrido, seis pessoas estavam na casa, reunidas na cozinha. Um dos integrantes do coletivo neo rural teve alguns ferimentos, como queimadura facial e queimaduras de 2º grau em um pé.

Dentre os objetos perdidos estão praticamente todos os bens materiais como roupas, eletrodomésticos, computadores e telefones, utensílios de cozinha, freezer, geladeira e fogão todos industriais, bem como álbuns de fotos antigas e documentos importantes. Clarissa e Neto também perderam os equipamentos de trabalho. “Conseguimos salvar a câmera que usamos para trabalhar, mas todos os outros acessórios queimaram: flashes, tripés e acessórios diversos”, registrou a também jornalista Clarissa.

Além das pessoas afetadas diretamente, a destruição do local prejudica centenas de indivíduos que recebiam cursos, vivências e mutirões no espaço, que é uma escola de bioconstrução, e já atendeu mais de 350 alunos. Essas atividades estão paralisadas temporariamente. “Era uma casa com propósito de receber cursos e voluntários do mundo inteiro, mas ao começar a pandemia virou a sede de um coletivo neo rural”, explicou Neto.

Hora de recomeçar

Clarrisa Londero e Waldomiro Neto. Crédito: Arquivo Pessoal 

Acomodados temporariamente em vizinhos, abalados e ansiosos para retornar para casa, mas agradecidos pela rede de apoio que tem se formado, o casal organizou diferentes formas para que as pessoas possam colaborar. São elas:

  1. Financeiramente: é possível contribuir pela vaquinha on-line neste link. O valor arrecadado será destinado ao restabelecimento de luz, água, e demais itens básicos, construção do galpão campeiro com cozinha comunitária e local para materiais de construção, ferramentas e demais itens necessários para reerguer a sede, finalizar as moradias, para que as famílias possam, aos poucos, retomar suas rotinas.
  2. Doação de bens: foi criada uma lista dos itens perdidos. Quem tiver os bens pode escrever na planilha e verificar a forma de entrega.
  3. Mão de obra: quem puder contribuir com força de trabalho pode se cadastrar neste link. Todos os cadastrados devem ser chamados aos poucos, ao longo dos próximos meses.

Mais imagens e a história sobre o sítio podem ser conferidas no Instagram.

 

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