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Central do Outdoor lança levantamento para acompanhar a evolução do setor

Estudo reúne informações de associados, entre exibidoras, agências especializadas e fornecedores de soluções para OOH

Essa é a primeira edição de um estudo que passa a integrar, a partir deste ano, a publicação regular da entidade. - Crédito: Divulgação

A Central de Outdoor, associação de mídia Out of Home (OOH) lançou o Panorama Central de Outdoor 2026, primeira edição de um estudo que passa a integrar, a partir deste ano, a publicação regular da entidade. A iniciativa nasce com a proposta de se tornar uma plataforma contínua de acompanhamento do ecossistema, capaz de mapear, a cada nova edição, como o setor evolui em escala, digitalização e presença regional. O levantamento reúne dados de associados, entre exibidoras, agências especializadas e fornecedores de soluções para OOH, coletados entre fevereiro e maio deste ano.

A coordenação técnica, a metodologia e a interpretação dos dados ficaram a cargo da consultoria Objet Trouvé, sob coordenação da conselheira Melissa Vogel. O Panorama Central de Outdoor 2026 já está disponível para download no site da entidade. A primeira edição já estabelece um ponto de partida para o acompanhamento que a central pretende construir ano a ano: os 195 associados da entidade movimentam anualmente R$ 2,9 bilhões (base 2025), empregam 6,7 mil colaboradores e disponibilizam 147 mil faces publicitárias para marcas, com atuação registrada nos 27 estados brasileiros. 

Os indicadores de expansão buscam reforçar esse retrato: entre o total de respondentes, 78% reconhecem que o mercado de OOH como um todo está em expansão, 47% acreditam que o meio vai crescer mais de 10% nos próximos três anos e quase metade dos associados (47%) já registrou alta superior a 15% entre 2024 e 2025, patamar que outros 44% projetam repetir em 2026.

Resultados do levantamento

O estudo busca mostrar que a base de associados da instituição é formada majoritariamente por negócios de estruturas enxutas. Quase 70% dos membros faturam até R$10 milhões por ano e 86% possuem até 49 colaboradores. Também há equilíbrio entre gerações de empresas: 40% têm até 15 anos de atuação e 60% contam com mais de 15 anos no mercado.

Na distribuição geográfica, 81% atuam em uma única região do País, mas a soma das operações cobre os 27 estados brasileiros. O destaque fica para o Sudeste, onde está metade das exibidoras associadas, seguido por Nordeste (27%), Sul (23%), Centro-Oeste (18%) e Norte (14%). A digitalização também avança no mercado: o inventário digital responde por 58% das faces e 56% do faturamento entre as empresas ouvidas. 

Entre as exibidoras com predominância de grandes formatos, o digital representa 17% do inventário, mas já concentra 36% da receita. Segundo a entidade, o dado evidência de que as telas digitais monetizam de forma desproporcional ao seu peso físico. Nesse grupo, o número de painéis digitais cresceu 31% no ano passado e a expectativa é de mais 18% em 2026.

De olho no cenário

Do ponto de vista dos anunciantes, 57% das exibidoras atuam predominantemente com marcas locais e regionais. Ao serem questionadas sobre o que vai impulsionar o crescimento nos próximos anos, no entanto, essas mesmas expositoras apontam as marcas nacionais como principal motor. Entre as agências associadas, o cenário é que marcas nacionais (64%) e multinacionais (30%) predominam nas carteiras.

Para Halisson Pontarola, presidente da Central de Outdoor, o Panorama marca uma nova etapa na forma como a entidade se posiciona diante do mercado. “Completar 49 anos e lançar o primeiro estudo de uma série contínua não é coincidência: é a maturidade da Central se traduzindo em inteligência para o setor. Queremos que o Panorama seja uma referência para quem decide investir, planejar ou regular o OOH no Brasil”, afirma.

Fabi Soriano, diretora-executiva da Central de Outdoor, destaca que o valor do estudo está em se consolidar como instrumento permanente de leitura do setor. “O Panorama não nasce para ser um retrato único, e sim o primeiro capítulo de um acompanhamento contínuo. À medida que repetirmos essa leitura, teremos cada vez mais capacidade de indicar para onde o OOH brasileiro está indo, e não apenas onde ele está hoje”, completa.

O estudo está organizado em seis capítulos, que tratam do ecossistema da Central de Outdoor, do crescimento acelerado do setor, da potência nacional aliada à riqueza regional, da diversidade de formatos e entregas do meio, da digitalização com inteligência e escalabilidade e da presença e relevância do OOH para marcas locais e nacionais. A entidade pretende repetir o levantamento nas próximas edições, visando consolidar o levantamento como ferramenta de inteligência setorial e ampliando, ano a ano, a série histórica de dados sobre o setor.

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