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Centro de medicina reprodutiva Fertilitat completa 24 anos de atuação

Ao longo de sua história, instituição ajudou no nascimento de mais de 4 mil bebês

Fundação dos doutores Alvaro Petracco e Mariangela Badalotti, o Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva completa 24 anos de atuação, período em que ajudou no nascimento de mais de 4 mil bebês. Em sua história, o Fertilitat reuniu elementos como perícia e excelência técnica a persistência e paixão. “A infertilidade sensibiliza, ela nos fisgou desde a faculdade, e acho que os pacientes sentem a nossa preocupação, o nosso querer de verdade. Nessa área, a gente não imagina que possa ser diferente”, afirma Mariangela Badalotti.

O centro hoje mantém um alto índice de pacientes referenciados por seus médicos e também indicados por amigos, que foram ex-pacientes. “Isso traduz uma identidade muito particular da clínica: como a gente trata, como a gente cuida do casal, dos espermatozoides, dos óvulos e dos embriões. Tudo é checado duplamente. Se um embriologista está trabalhando, observando um óvulo, por exemplo, tem outro embriologista atrás, checando o processo. O cuidado, o controle de qualidade, tudo isso é fundamental para os nossos resultados”, explica Alvaro Petracco.

O primeiro bebê de proveta nasceu em 1978, deixando a comunidade médica do mundo inteiro “estarrecida”, nas palavras do ginecologista. Petracco e Mariangela buscaram especializações no exterior e retornaram ao Brasil. Em 23 de fevereiro de 1989, veio ao mundo o primeiro bebê de laboratório do Rio Grande do Sul, nomeado Álvaro Luis Gonçalvez Santos, em homenagem a Alvaro Petracco – o que ele considera uma “recompensa”.

Na sequência, em meados de 1992, foi publicado o primeiro caso de gravidez com a injeção de espermatozoide diretamente no óvulo. Em dezembro do mesmo ano, a a doutora Mariangela foi aos Estados Unidos e voltou com o material que manteve o Fertilitat na vanguarda mundial da área. A aquisição foi possibilitada pelo mecenato de um paciente. “Havia tecnologia e havia pacientes, mas nós não tínhamos dinheiro. O valor dos equipamentos era exorbitante, uma fortuna. E nós ainda fazíamos plantão para sobreviver. Aí um paciente disse: ‘Eu pago para vocês, dou de presente o equipamento’”, conta Petracco.

A harmonia entre as partes permitiu ao Fertilitat se consolidar como referência. “Chegamos a esse número de mais de 4 mil bebês, mas o retorno de gratificação é infinito. Quando começou a fertilização in vitro, a chance de dar certo, global, era de 5% ou menos. Com o avanço da técnica, hoje a paciente com menos de 35 anos já tem 50% de chances. Não é fantástico?”, questiona Mariangela. “Há alguns dias veio um aluno conhecer a clínica. Um aluno aqui da faculdade que veio nos visitar porque foi resultado de fertilização, do nosso trabalho. Isto é o que nos move, é a ciência aplicada à vida”, acrescenta.

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