Mais de 1.800 profissionais de mídia estão trabalhando na edição de 2021 da Web Summit, 28% menos que a última edição presencial, em 2019. No desafio de cobrir um evento deste porte, os jornalistas podem ser encontrados correndo de um lado para o outro pelos pavilhões da Feira Internacional de Lisboa (FIL), pela Altice Arena, e no ‘Media Village’ – espaço reservado para os profissionais.
Localizado próximo ao palco central na Altice Arena, o ‘Media Village’ tem diferentes espaços com estrutura para o trabalho dos jornalistas no evento. Há uma grande sala com diversas mesas, carregadores, impressora, café, lanches e água disponíveis, além de locais reservados para entrevistas, espaço para almoço e outras facilidades. São ouvidas diferentes línguas e há o constante movimento de repórteres escrevendo, entrevistando ao telefone, trocando informações e gravando imagens.
Ana Sanlez, do Jornal de Negócios, que está cobrindo sua quinta edição presencial do evento, acredita que a Web Summit tem uma grande preocupação com a cobertura midiática. “Eles fazem um esforço muito grande, por exemplo, quando nós pedimos entrevistas. Eles são os intermediários nestes pedidos de entrevista e isso funciona bem.” A portuguesa disse que sente falta apenas de uma área para os jornalistas junto aos palcos de conferência. “No primeiro ano do evento, tínhamos uma mesa reservada na primeira fila da Altice Arena, com mesa para os computadores, e agora não mais”.
Por este motivo, os jornalistas portugueses da Dinheiro Vivo, Luis Stoffel e José Varela Rodrigues preferem ficar trabalhando a maioria do tempo na sala de imprensa mesmo, pois acaba sendo mais confortável e permite uma agilidade maior. “O evento é muito grande e perdemos muito tempo de um palco ao outro. Como algumas palestras são transmitidas por streaming, fica mais fácil permanecer aqui”, comenta José.
Apesar disso, acham muito importante estarem in loco, pois é uma oportunidade de poderem estar perto das pessoas e dos fatos mais interessantes. “O grande desafio do jornalismo em um evento como este é não fazer mais do mesmo, é buscar as histórias mais interessantes e por isso precisamos estar aqui, perto de onde as coisas acontecem”, acredita Luis. Além disso, estarem dentro torna o trabalho mais dinâmico, permitindo o contato com pessoas de diferentes lugares do mundo e até o reencontro com colegas.
Sobre a Web Summit:
Criada em 2009 em Dublin, na Irlanda, a primeira edição da Web Summit contou com cerca de 400 participantes, e uma década depois este número saltou para 70 mil. O megaevento mudou-se para Lisboa em 2016 e permanecerá na capital portuguesa até 2028. Após a edição virtual no ano passado, devido à pandemia do novo coronavírus, a conferência retoma o formato presencial com público de 42,7 mil pessoas de 128 países, além da presença de 748 palestrantes, 1,5 mil jornalistas, 1.519 startups e 872 investidores. Pelo quinto ano consecutivo, Coletiva.net acompanha a Web Summit. Em 2021, a cobertura em tempo real tem apoio da DO IT Plus e é realizada pela jornalista Cleidi Pereira, correspondente do portal em Lisboa, e pela publicitária Cristina Fernandes Hentschke.

