A Câmara de Conteúdos e Bens Culturais do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou, na última quarta-feira, 17, o estudo ‘Remuneração do Jornalismo pelas Plataformas Digitais’. O evento ocorreu de maneira on-line, com transmissão pelo canal do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) no YouTube.
O trabalho apresenta um breve resumo do debate nacional e internacional sobre o tópico até março, além de mostrar pontos de convergências e divergências entre associações profissionais de jornalistas, plataformas, profissionais de mídias independentes e sociedade civil. Visando expandir o espectro de soluções possíveis a partir de experiências internacionais, o documento traz, ainda, as principais propostas discutidas mundialmente. A pesquisa pode ser acessada por meio deste link.
Rafael Evangelista, conselheiro do CGI.br e coordenador editorial do estudo, defende que, desde sua reformulação em 2020, a Câmara de Conteúdos de Bens Culturais se apropriou do tema, por meio de discussões internalizadas. Segundo ele, no ano passado, durante o Fórum da Internet no Brasil, realizado em Natal, no Rio Grande do Norte, o grupo organizou uma importante etapa do evento, no qual variadas ideias puderam ser apresentadas.
“Percebemos que o tema ainda demandava aprofundamentos que poderiam ser importantes para que os setores consolidassem suas posições. Por essa razão, decidimos realizar o estudo”, explica. Além dele, participou do lançamento a professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Marisa von Bülow, responsável pela pesquisa e redação do documento.
Na análise, Marisa detectou três alternativas de comissão em projetos discutidos ou já regulamentados mundialmente. Estes são o estabelecimento de um fundo público de apoio ao setor, com administração participativa e financiado pelas empresas de tecnologia; a negociação direta, ou seja, uma relação plataforma-imprensa; e uma possível fusão das duas sugestões.
Confira a live de lançamento:

