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Cinco mulheres avaliam o posicionamento feminino na comunicação

Atriz Marisa Orth destacou que a publicidade tem muita responsabilidade num país como o Brasil

Um auditório lotado acompanhou o painel de abertura da Semana ARP de Comunicação 2209, que tem como tema a Fala Feminina. A jornalista Cláudia Laitano conduziu o debate entre quatro profissionais da comunicação e meio artístico que discutiram o papel da mulher no setor. Para Cláudia, a mulher tem a responsabilidade de ser a porta-voz de muitos assuntos que ainda precisam ser discutidos no Brasil.

A professora de Comunicação da Feevale Sarai Schmidt abriu o debate com a apresentação do tópico As mulheres na mídia nossa de cada dia. Ela questionou de que forma a sociedade está aprendendo a olhar o que significa ser homem e mulher nos dias atuais. Segundo ela, o universo infantil está ocupando cada vez mais espaço na mídia. Em seu ponto de vista, apresenta-se um mundo comportado para as meninas e um mundo de travessuras para os meninos. “Erotizar as nossas garotinhas tudo bem, os meninos não.” Sarai concluiu dizendo que a sociedade acaba sendo dura com os homens e com as mulheres e que a Universidade ainda tem dificuldade em questionar estes papéis.

Para Tetê Pacheco, da agência Centoeseis, comunicação é uma conversa que precisa oferecer equilíbrio entre as partes. “A estereotipia na publicidade é um processo com e sem qualidade”. Conforme ela, elementos humanos e verdadeiros não geram estereótipos na publicidade, mas também é boa a propaganda que utiliza a criatividade e o humor. Tetê finaliza defendendo o fim da falta de qualidade na publicidade.

Já a jornalista da Editora Abril Cláudia Giuce enfatizou que as revistas e a comunicação vivem um momento novo, com um desafio para jornalistas e publicitários. “Os consumidores estão mais inteligentes e críticos.” Segundo ela, para quem faz revista o desafio permanente é achar as formas certas de falar a mulheres diversas. “As mulheres workholics estão trilhando um caminho para o equilíbrio, o trabalho e a carreira perdem força para a família.

Marisa Orth lamentou o fato de ainda não ser possível no Brasil trabalhar diversos tipos de humor, em função da baixa escolaridade, e afirmou que a publicidade tem muita responsabilidade num país com tantas realidades diferentes.

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