1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou de Porto Alegre, mas vivo pelo mundo. O meu prazer por viajar e a curiosidade de sempre conhecer lugares novos acabam desenhando um pouco a minha trajetória profissional. Já passei pela Escala, em Porto Alegre, NeogamaBBH, em São Paulo, BBH, em Londres, e pela própria Shift thinkers, em Lisboa. Meu background é em gestão, com especializações nas áreas de tendência e comportamento de consumo. Estudei Gestão para Inovação e Liderança, na Unisinos, e complementei minha formação com pós-graduação e cursos de extensão em São Paulo, Inglaterra e Espanha.
Nesse percurso, minha paixão pelas marcas só foi crescendo. Já trabalhei com estratégia de branding e comunicação para Omo, Bradesco, Fundação Gol de Letra, British Petroleum, Johnnie Walker, L´Oreal e Martini. A nova parceria com a Shift é uma forma de manter os pés no Brasil, mas continuar conectada, profissionalmente, a outras culturas.
2. Qual é a expectativa ao assumir a Shift no Brasil?
O desafio é enorme! E, por isso, encantador. É o momento em que assumo um papel muito diferente: continuo construindo estratégias de marca, mas agora também prospecto o mercado, faço gestão de (mais) pessoas, coordeno orçamentos, fluxo de caixa, etc. A expectativa é assumir com sucesso todas essas novas funções e construir uma empresa consistente e sustentável, que cresça de forma orgânica e mantenha o DNA estratégico e criativo da Shift.
Esse é um cuidado que sempre tivemos: independentemente do país em que atuamos, somos fiéis à nossa metodologia, às nossas exigências de qualidade e criatividade e aos processos que definem o resultado do nosso trabalho. Com Angola e Moçambique foi assim. No Brasil também tem que ser.
3. O que todo estrategista de marca deve saber?
Acho que todo estrategista de marca tem que começar um projeto “sabendo nada”. O processo de imersão inicial tem que ser bastante profundo e considerar o mínimo de premissas possível. Depois, é fundamental entender do negócio do cliente e as motivações das pessoas que se relacionam com aquela marca. Isso porque uma marca é construída com base em valores intrínsecos ao negócio, ao modelo de gestão, à filosofia de atuação de uma empresa. Se esses valores forem identificados de forma genuína, mais relevante será a proposta criada para a marca. Não existe fórmula fechada. Existe metodologia e sensibilidade.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
A diversidade e a falta de monotonia. Acho fantástico poder mergulhar em segmentos tão distintos. Um dia desenhar a estratégia para uma marca premium de bebidas. Em outro, pensar no relacionamento de uma marca de papel com o trade. São desafios tão diferentes que o nosso dia a dia não cai na rotina nunca. Fora os resultados! O prazer de ver um negócio inteiro se reerguer através de um novo posicionamento de marca, ou criar, alavancar e acompanhar o crescimento de uma marca é muito estimulante.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
A Shift está começando sua operação no Brasil de forma orgânica. Já estabelecemos uma rede de parcerias para não iniciarmos com nenhuma estrutura pesada. Essas parcerias têm grande potencial de crescimento e a intenção é estruturar, o quanto antes, a equipe Shift Brasil. É claro que sempre considerando intercâmbios com as equipes Shift dos outros países, pois não queremos perder a riqueza da troca cultural. Além do crescimento da equipe, com certeza em cinco anos já estaremos atuando em outros estados brasileiros. O interesse da expansão não é apenas por localização, mas também pela busca de oportunidades e projetos interessantes. Queremos sempre estar onde a mudança fala mais alto.


