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Cinco perguntas para Matias Feldman

Publicitário foi o presidente do júri da primeira edição do Prêmio Pororoca, promovido pela Abradi

1. Quem é você, de onde veio e o que faz?

Sou Matias Feldman, de Buenos Aires, Argentina. Sou fundador da Workroom, Partner Digital. Atuante há mais de 12 anos no mercado da propaganda, ajudando as mais importantes agências e marcas no desenvolvimento de soluções de comunicação interativa.

Também sou muito ativo institucionalmente, atuo como diretor da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi), presidente do júri do Prêmio Pororoca da entidade, membro do IAB no Brasil (Interactive Advertising Bureau). Ainda sou diretor do IAB Argentina, membro do Circulo de Creativos Argentinos e coordenador da Interact, Unión de Agencias Interactivas desse país.

2. O que mais te dá prazer na profissão?

O que mais me apaixona é a sensação palpável de estar participando da história, ajudando para que o ecossistema digital ocupe o lugar que, pela atenção despendida pelos usuários, merece dentro da comunicação como um todo. Estamos vivendo uma mudança grande de paradigma e a sensação de ser parte deste processo me dá muita satisfação.

3. Como é a rotina de diretor da Abradi nacional e regional?

Minha rotina é muito nômade, viajando o tempo todo entre Buenos Aires, São Paulo e Porto Alegre. Por outro lado, também me dá a possibilidade de conhecer diversas realidades, o que permite ter uma visão mais objetiva dos processos de câmbio, além de atuar tanto na condução, quanto perto das bases. A rede Abradi, em geral, tem muita articulação entre as regionais e a nacional e, inclusive, tem vários outros diretores com atuação simultânea na sua região e na nacional.

4. Qual a importância em ser jurado em um prêmio nacional?

O Prêmio Pororoca, projeto que tive o prazer de conduzir desde a criação do nome, sendo presidente do júri, e até o evento descolado de premiação, foi uma experiência extraordinária. Superou as nossas expectativas, tendo um júri com figuras reconhecidas da comunicação e a participação de importantes agências já nesta primeira edição. Tivemos um julgamento criterioso. Foi um evento memorável.

O mais importante é ter conseguido posicionar no País um prêmio democrático e inclusivo, que permitiu a participação de agências de todos os tamanhos, modelos de negócio e regiões. Agora o Brasil conta com uma premiação abrangente, exclusivamente interativa e que permite visibilidade a uma comunidade cada vez mais extensa de agências. Tenho excelentes expectativas na continuidade. Vamos trabalhar inclusive durante o período intermediário, fazendo atividades de capacitação para as agências, prospectando os patrocinadores e preparando tudo para ter um Pororoca 2012 ainda mais exitoso e potente.

5. O que imaginas estar fazendo daqui a cinco anos?

Imagino estar fazendo o mesmo que agora. Gosto muito do meu trabalho e suas dimensões. Claro que tenho a expectativa de que o mercado tenha mudado bastante nestes próximos anos. Minha expectativa é conseguir fazer crescer mais a Workroom. Talvez concretizar a abertura de filiais no México, Chile e Colômbia, para acompanhar as operações que já temos na Argentina e no Brasil. Penso que em cinco anos também não terá mais sentido a divisão entre on e offline, e que a comunicação interativa ocupará um espaço de protagonista na relação entra as organizações e os usuários.

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