1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou jornalista, formado pela Unisinos, com curso de extensão em Narrativa Audiovisual Imersiva pela PUC. Tenho algumas paixões assumidas: cinema, música e videogame. Acredito que o lado profissional deve estar integrado com os nossos momentos de lazer. Assumindo eles, nos tornamos mais verdadeiros profissionalmente e o trabalho obviamente fica mais leve e divertido.
Sou bastante grato aos locais em que aprendi a fazer jornalismo. Minha trajetória iniciou na FM Cultura, veículo que se tornou a base para a minha vida profissional e que apresentou a mim a editoria de cultura: meu foco e paixão na profissão. Foi na Band, porém, que tive a minha verdadeira escola. Foram quase sete anos nas rádios Band AM 640 e BandNews FM 99,3, como produtor, repórter e âncora. Digo sempre: o rádio é um vício, mas dos bons. Foi trabalhando com essa “loucura” que é o hard news que me tornei o profissional de hoje.
Após nove meses como editor do Portal Facool, onde tive a experiência de coordenar uma equipe de cinco praças no Estado e estar à frente de uma publicação impressa e de uma plataforma online, decidi partir para o desafio de colocar a Cubo Comunicação no mercado.
Paralelo a esse trabalho com a Cubo, sigo como um dos apresentadores do Programa Gay, que vai ao ar das 24h às 02h, toda terça-feira na Ipanema FM. Estou na equipe do programa desde a estreia, em setembro de 2011. Tenho muito orgulho deste projeto pioneiro no rádio e que só vem a agregar profissionalmente. Entre músicas, batemos papo com os ouvintes sobre as novidades referentes ao meio LGBT, Feliciano não nos representa e estamos felizes com o casamento gay rolando nos cartórios do País.
2. Como surgiu a ideia de criar a Cubo Comunicação?
A Cubo Comunicação vem sendo estruturada desde 2011. No início deste ano, tive finalmente a possibilidade de, enfim, prepará-la para o mercado. Temos duas frentes: o trabalho voltado para a editoria de cultura, com assessoria de imprensa para projetos e espetáculos culturais, e um trabalho focado em empresas, grupos e marcas que nunca trabalharam com comunicação ou que queiram um valor justo por esse trabalho. Além da área da cultura temos atualmente clientes do turismo, comércio, moda e prestadores de serviços. Oferecemos, de forma simples, não somente um trabalho em assessoria de imprensa e social media, mas também em consultoria de comunicação.
3. Na área cultural, o que todo assessor precisa saber?
Mais do que somente o assessor, todo o jornalista deve ter em mente que o público que consome jornalismo cultural tem prazer em ler reportagens, matérias e entrevistas sobre o tema. Eles encaram o consumo deste material como um momento de lazer. Se a pauta não está trabalhada em uma linguagem leve e despretensiosa, para além da informação crua, as chances de agregar ao evento que está sendo divulgado é menor. Consumimos produtos culturais por diversão, o jornalismo cultural também deve ser assim.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
O contato constante com profissionais de diferentes áreas é o grande “barato” da nossa profissão. Estamos o tempo todo recebendo, entrevistando, e conhecendo novas pessoas, com conhecimentos distintos. Esse fluxo contínuo de informação entre estas pessoas, com o objetivo final de apresentar ao publico uma informação objetiva, porém atrativa, é o que torna a profissão tão prazerosa para mim.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Nos próximos cinco anos, espero que a Cubo tenha se consolidado como a empresa que cria soluções em comunicação para os seus clientes, os ajudando a crescer e prosperar em suas áreas, e que seja uma grande parceira dos artistas locais da cidade. A cultura de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul precisa de empresas que queiram apoiar e oferecer serviços a preços justos que possibilitem uma aproximação maior entre público e a cultura produzida localmente.


