A Cinemateca Paulo Amorim realiza, a partir desta sexta-feira, 18, uma mostra especial para lembrar o primeiro ano da morte dos cineastas Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman, que ocorreu no dia 30 de julho de 2007. O Ciclo Bergman e Antonioni entra em cartaz nas salas Eduardo Hirtz e Norberto Lubisco da Casa de Cultura Mario Quintana, e reúne os longas Morangos Silvestres, Gritos e Sussurros, A Noite e O Passageiro: Profissão Repórter.
Reconhecido como um dos mais influentes cineastas italianos do pós-guerra, Michelangelo Antonioni tratou de temas contemporâneos, como a angústia existencial e a incomunicabilidade entre as pessoas. É justamente sobre a falta de comunicação que gira A Noite (1960). Segundo filme de uma trilogia que inclui A Aventura e O Eclipse, conta a história de um casal (Marcello Mastroianni e Jeanne Moreau) que vê seu casamento afundar por falta de diálogo e estímulo. Passado em uma só noite, o filme ainda acompanha a tentativa dos dois em buscar, durante uma festa, algum sentido para as relações amorosas.
O outro filme de Antonioni é O Passageiro – Profissão Repórter (1975), o primeiro que ele rodou
Ingmar Bergman é considerado por muitos críticos como o maior cineasta da história do cinema, justamente por causa de obras como O Sétimo Selo, Fanny & Alexander, Morangos Silvestres e Gritos e Sussurros, que também investigam os sentimentos e as insatisfações humanas.

