A educação será uma das mais importantes plataformas de negócios do Grupo Abril, afirmou nesta quarta-feira, 6, durante o Maximídia, o CEO da companhia, Roberto Civita. O executivo lembrou que a Abril está há cerca de 40 anos “de um jeito ou de outro” na educação. “Recentemente, eu propus aos sócios da Naspers investir maciçamente no negócio educação. E a Naspers, que tem 30% do capital da Abril, votou contra e acabei comprando a parte deles na área de educação. Um mês depois, por mero acaso, um grande grupo de private equity apareceu e propôs associação. Assim compramos o Anglo e vamos comprar mais duas ou três empresas”, disse aos participantes do evento, ressaltando que o tópico educação será tão importante na Abril quanto a comunicação.
Conforme divulgado no site do Maximídia, Civita falou também sobre a convergência dos veículos. O executivo acredita que o óbvio a acontecer é a interatividade no conteúdo apresentado ao leitor e na publicidade. Para ele, isso traz oportunidades de acrescentar novas dimensões ao que sempre foi feito. Ele também comentou que, a longo prazo, os tablets ou algo mais avançado que isso substituirá a longo prazo o papel. Civita justificou que não faz sentido continuar cortando árvores para impressão de jornais e revistas.
Civita sustenta a ideia de que o que um editor faz é o que interessa. Não é o papel, é o conteúdo. “Havendo um conjunto coerente é muito melhor para o leitor que ele tenha isso. Por que temos que nos preocupar com impressão e transporte de papel quando o tablet ficar barato, fácil de usar?”, questionou, ressaltando que o que interessa é a curadoria de conteúdo e não a superfície onde ele estará.
Sobre o editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 26 de setembro, defendendo a candidatura de José Serra, Civita destacou que esse tipo de posicionamento já é feito há décadas nos Estados Unidos. “A questão da objetividade é impossível, é o nirvana. As pessoas não são objetivas. Ou se morre tentando ou se escolhe o que quer”, destacou Civita, que também se mostrou contra a criação de uma autorregulamentação para a imprensa.


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