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Colegas e autoridades destacam a trajetória de Amir

Todos lembram que jornalista foi exemplo de ética e isenção profissional

“Certamente o Rio Grande do Sul fica mais pobre e, em particular, a comunicação social do Rio Grande do Sul”, disse o jornalista Ercy Torma, presidente da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), ao se manifestar sobre a morte do colega Amir Domingues. “Como radialista, jornalista, como homem de uma ética de uma exemplaridade total, vai nos deixar uma lacuna muito grande”, acrescentou Ercy. O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul também lamentou a perda do seu conselheiro Amir Domingues. “Com certeza, foi uma das principais vozes do rádio gaúcho. Ele deve ser um exemplo para todos que estão saindo da faculdade”, disse o presidente José Nunes.

Ao longo do dia, a Rádio Guaíba ouviu o depoimento de autoridades sobre a trajetória profissional de seu funcionário, que acompanhou a história da emissora desde a sua fundação, em 1957. O prefeito José Fogaça registrou que o nome de Amir Domingues é “um verdadeiro mito, um dos grandes nomes do rádio no Rio Grande do Sul”. Segundo o prefeito, Amir tinha um padrão de atuação “com muita ética, muito respeito ao entrevistado e, sobretudo, visando sempre ao interesse público e não ao sensacionalismo. O Amir Domingues, provavelmente, vai para a história do rádio no Rio Grande do Sul como o melhor entrevistador político que o rádio do Rio Grande do Sul já teve”. 

A presidente da Câmara de Vereadores, Maria Celeste, lembrou que em 50 anos de história, Amir “realizou entrevistas memoráveis com personalidades de expressão nacional como Tancredo Neves, entre outros. Por esse expressivo trabalho, ele ganhou vários prêmios, inclusive vários prêmios da ARI”. Por sua vez, o presidente da Assembléia Legislativa, Frederico Antunes, citou o profissional como um exemplo de jornalista, “uma das pessoas mais queridas, não só pelas pessoas do ramo, mas por todos aqueles que o conheceram”. Segundo Antunes, “ele era uma pessoa imparcial e que tinha uma conduta que deixava todos nós muito bem à vontade para falarmos com o imenso público ouvinte que ele conseguia atrair”. 

O jornalista está sendo velado na Capela 6 do Cemitério da Santa Casa de Misericórdia. O enterro acontece às 21h, no mesmo local.

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