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Coletivo quer difundir trabalho colaborativo no mercado publicitário

Criada em Porto Alegre, Voz Colab atua em formato de hub

Criada por três profissionais da comunicação, a Voz Colab quer expandir a ideia do trabalho colaborativo no mercado publicitário. A proposta, que já está em curso há um ano em Porto Alegre, é uma atuação em formato de hub, que concentra profissionais e monta núcleos para trabalhar em cada projeto de acordo com a demanda.

Quem deu o pontapé inicial da iniciativa foi a publicitária Andressa Munhoz, o designer de animação Marcelo Vesanterä e a jornalista Melissa Resch. No entanto, nenhum dos três se coloca como dono ou sócio da Voz Colab. “Não somos uma agência, sequer uma empresa. Queremos que a Voz seja de todos que acreditam em um trabalho menos centralizado na comunicação e em relações de trabalho mais justas, menos exploratórias, com liberdade criativa e geração de valor para as marcas”, explica Melissa.

A jornalista destaca que a proposta do coletivo é gerar entregas menos automáticas e mais estratégicas aos clientes, com foco em relações transparentes, saudáveis e empáticas entre marcas e profissionais. “Em vez de sentar e reclamar do cenário atual, desenhamos uma forma de fazer isso”, ressalta.

Atualmente, o hub funciona com um modelo financeiro próprio. Inicialmente, são definidos quais os especialistas necessários para o desenvolvimento de determinado projeto. O valor é dividido igualmente entre todos, mas, antes, são separados três percentuais: o primeiro, que totaliza 5%, é para investimento do próprio hub em marketing e eventos; outros 10% ficam com quem trouxe o projeto; e 10% com o facilitador, que é o gestor do trabalho, ou seja, quem cuida das entregas, garante a qualidade e faz o atendimento. “Não é porque não tem hierarquia que deve virar bagunça. Os projetos precisam ter ‘donos’, alguém deve se responsabilizar por aquilo”, esclarece Marcelo. Os três lembram, porém, que esse é só o modelo atual, aberto a novas possibilidades.

Agora, eles querem expandir a atuação e criar outros núcleos, nos quais mais pessoas possam participar. “Foi preciso estruturar o hub para que pudéssemos identificar novos perfis de trabalho e promover outros profissionais e núcleos. A ideia é gerar o protagonismo de quem está em busca de novos modelos de trabalho e fazer com que a Voz seja um organismo vivo, fluido e independente de nós”, diz Andressa.

O trio garante que o sistema funciona e, atualmente, ele atua exclusivamente pelo hub. “É muito importante ter uma boa capacidade de autogestão para trabalhar nesse modelo. Além disso, não é qualquer perfil que funciona. Precisa gostar do modelo colaborativo, estar disposto a oferecer transparência financeira tanto ao cliente quanto aos colegas, prezar por boas relações de trabalho e por salubridade na vida profissional. Não apoiamos ritmos de trabalho desgastantes nem serões. Nosso discurso é pautado pela qualidade de vida, tão escassa hoje no mercado publicitário”, destaca.

Quem tiver interesse em participar da Voz Colab pode entrar em contato pelo e-mail [email protected]. Mais informações podem ser consultadas no site do coletivo, em www.vozcolab.com.br e no Instagram, em @vozcolab.

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