O senador Fernando Collor (PTB-AL) e o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) fizeram diversas críticas à imprensa durante o depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), à CPMI do Cachoeira. Ele falou por quase nove horas e foi questionado pelo ex-presidente da República sobre sua relação com a Editora Abril e com o redator-chefe e chefe da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Junior. Com a negativa de Perillo, Collor atacou: “O senhor Policarpo Junior era o centro de toda essa organização criminosa. Ele agia em conjunto com Cachoeira. Muitas denúncias dele eram divulgações combinadas com o bicheiro. E o Cachoeira comemorava o resultado dessas publicações”.
O senador ainda afirmou que a Editora Abril também agiu de modo ilegal. Para ele, a empresa foi “parceira de conteúdo de Cachoeira”. Também foi criticado o jornalista Lauro Jardim, titular da coluna ‘Radar’ e do blog ‘Radar On-line’: “É um borrador”, sentenciou Collor.
Mesmo tendo sido flagrado pelo SBT enviando uma mensagem ao governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), para acalmá-lo em relação à CPMI do Cachoeira, Vaccarezza não mencionou o caso, mas também criticou a mídia. Durante sua participação no depoimento de Perillo, o deputado afirmou que a imprensa “produz notícias mentirosas” em relação ao PT. Ele ainda disse que é “invenção” citar Lula como mentor da criação da comissão mista que investiga a relação de empresários e políticos com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

