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Coluna social como ferramenta de marketing é consenso

Jornalistas apontam que espaço não mais é sinônimo de futilidade, mas meio privilegiado de divulgação

Eles não apenas retratam os eventos sociais da sociedade, como também trazem informação. São os colunistas sociais, que nesta quinta-feira, 19, foram reunidos pela  Federasul para debater sobre o tema “Coluna Social como ferramenta de marketing: sim ou não?”. Cerca de 150 pessoas, a maioria de profissionais de assessorias de imprensa, estavam presentes para conhecer o que pensam os colunistas Eduardo Bins Ely, do Jornal do Comércio; Eduardo Conill, do Correio do Povo; Larissa Kuhn, da Caras Sul; Mariana Bertolucci, de Zero Hora; Paulo Gasparotto, do jornal O Sul; e Ranieri Rizza, correspondente da Revista Caras. Participaram como painelistas no evento “Meeting do Marketing” e, juntos, chegaram à conclusão de que o segmento é um dos mais privilegiados para a divulgação de acontecimentos sociais e seus protagonistas, como celebridades, artistas e empresários. Todos eles responderam positivamente ao questionamento definido como tema para o debate.

Eduardo Bins Ely destacou que a coluna social é uma ferramenta de marketing que deve ser muito bem aproveitada. “É um espaço de mídia espontânea e, como não é pago, tem uma credibilidade muito maior. As assessorias de comunicação têm se utilizado dele, mas devem investir mais em criatividade, em sugestões diferenciadas”, apontou. Mariana Bertolucci divergiu em parte da opinião dos colegas: “Jornalismo é jornalismo, marketing é marketing”, defendeu ela, ao mesmo tempo em que concordou que o fato de uma empresa ou pessoa aparecer na coluna é sempre positivo.

Ranieri atribuiu o maior interesse pelas colunas ao crescimento do mercado do luxo. “Personalidades como empresários não têm mais medo de parecerem fúteis”, observou Larissa Kuhn. “Quando artistas e celebridades são contratadas para freqüentar eventos, fica evidente seu interesse em atrair as colunas sociais”, comentou Gasparotto. Eduardo Conill, no entanto, lembrou que a publicidade pega carona no prestígio das colunas, aproveitando os espaços mais lidos para publicar seus anúncios.

Sobre os critérios para definir o que rende nota ou não, os colunistas são contundentes. Todos afirmaram seguir o feeling, procurando avaliar que informações são relevantes e de interesse dos leitores. Conill ainda apontou como diferencial no momento da escolha a originalidade e o talento, além da beleza da imagem. Questões como exclusividade e relevância foram caracterizadas como indispensáveis ao trabalho das assessorias. Quetionados sobre a aproximação entre as linhas editorial e comercial, disseram em consenso que publicam informações sobre anunciantes “desde que a notícia tenha importância”.

Para descontrair um pouco, eles ainda relataram situações que os incomodam no dia-a-dia, enquanto colunistas: explicações demasiadas; o excesso de elogios; o assédio de quem quer, a todo custo, uma nota; e a insistência para comparecer a um determinado evento. Segundo os jornalistas, a serenidade é a medida certa para dosar o poder e a vaidade dos colunistas sociais. “Não deslumbrar-se com o assédio, pois poderoso é o jornal, o colunista é uma ferramenta que pode ser trocada a qualquer momento”, ensinou Conill.

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