Após as críticas recebidas pela coluna publicada nesta quinta-feira, 23, no jornal O Sul – quando sugeriu que atrações televisivas com personagens gays tenham por intenção “‘homossexualizar’ o País” –, o jornalista Adroaldo Streck voltou a se manifestar sobre o assunto. Sem retratações quanto ao fato de ter se referido à homossexualidade como doença, o comunicador reconheceu nesta sexta-feira, 24, a repercussão em torno do assunto e afirmou ter recebido reclamações de pessoas que não leram o texto.
“O que está escrito na coluna é que ninguém pode ser tão poderoso, usando um veículo contundente de formação da opinião pública, propagandeando procedimentos que existem desde que o mundo é mundo, como absolutamente normais”. Streck também ratificou não ser contra o “homossexualismo” e acrescentou: “O que não me parece oportuno é a forma como uma grande rede de TV trata do assunto”.
O texto, que gerou protestos nas redes sociais, também levou entidades integrantes do Movimento LGBT e de Direitos Humanos a divulgar nota de repúdio em que pedem a retratação do colunista e do jornal. O texto rebate afirmações do colunista e registra a opinião expressa “configuram um claro discurso de ódio, preconceito e discriminação”. “Cabe aos governos se dedicarem à formulação e à implementação de Políticas Públicas que diminuam o preconceito e à discriminação contra pessoas LGBT e não fazer controle e censura baseados em um posicionamento fundamentalista e moralizante.”

