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Comissão de Finanças ouve jornalista sobre “Farra da URV”

Reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo revelou golpe nos cofres públicos gaúchos

O jornalista e economista Sérgio Gobetti, autor da reportagem “Farra da URV custa R$1,1 bi aos cofres gaúchos”, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 22 de outubro, participou nesta segunda-feira, 29, de reunião extra-oficial com a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. O encontro foi presidido pelo deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e teve participação dos deputados Raul Pont (PT), Zilá Breitenbach (PSDB) e Cassiá Carpes (PTB).

Na reportagem, Gobetti falou sobre as maneiras que teriam sido utilizadas pelo Poder Judiciário, pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, para se proporcionarem um aumento salarial através das conversões pela URV (Unidade Real de Valor), na implantação do Plano Real. De acordo com o trabalho do jornalista, a “farra da URV” custou aos cofres gaúchos R$1,1 bilhão. A matéria teve como base um dossiê jurídico sigiloso, preparado por técnicos da Secretaria Estadual da Fazenda. A reportagem mostrou que os poderes citados teriam conseguido aprovar na Assembléia Legislativa dois reajustes salariais retroativos a fevereiro de 1994, respectivamente de 7,41% em 1º de setembro de 1994 e de 46,72% em 1º de fevereiro de 1995. O jornalista também afirma que o dossiê existe desde 29 de março de 2006 e continua não divulgado.

O presidente da Comissão de Finanças informou que este assunto vai ser mais discutido. “Essa situação com certeza será pauta da Comissão de Finanças. É um assunto complexo, que envolve muitos cálculos e uma legislação específica a questões administrativas. Tem que ser bem estudado para que não se cometam injustiças e para que se possa dar os encaminhamentos da forma mais transparente e correta. E se houver um prejuízo aos cofres públicos, tomar as providências necessárias.”, diz. Marchezan também pediu à Secretaria Estadual da Fazenda uma cópia do dossiê. “Oficiamos à Secretaria da Fazenda para que ela nos remeta toda a documentação que exista sobre o assunto da reportagem e da apresentação de hoje”, afirma.

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