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Como foi o destempero do ministro do STF com Noblat

Muitos veículos evitaram reproduzir o diálogo cheio de baixarias

O jornalista Ricardo Noblat publicou com detalhes o destempero do ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, que dirigiu ofensas ao profissional sem saber que, casualmente, ele estava próximo para ouvir e registrar tudo.

Noblat registrou em seu blog o episódio ocorrido na noite de sábado:

Dias Tóffoli, ministro do STF, me agride com palavrões e baixarias.

Acabo de sair de uma festa em Brasília. Na chegada e na saída cumprimentei José Antônio Dias Tóffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal. Há pouco, quando passava pelo portão da casa para pegar meu carro e vir embora, senti-me atraído por palavrões ditos pelo ministro em voz alta, quase aos berros. Voltei e fiquei num ponto do terraço da casa de onde dava para ouvir com clareza o que ele dizia. Tóffoli referia-se a mim. Reproduzo algumas coisas que ele disse (não necessariamente nessa ordem) e que guardei de memória:

– Esse rapaz é um canalha, um filho da puta.

Repetiu ‘filho da puta’ pelo menos cinco vezes. E foi adiante:

– Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo.

Acrescentou:

– Em Marília não é assim.

Foi em Marília, interior de São Paulo, que o ministro nasceu em novembro de 1967. Por mais de cinco minutos, alternou os insultos que me dirigiu sem saber que eu o escutava:

– Filho da puta, canalha.

Depois disse:

– O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei.

Arrematou:

– Chupa! Minha pica é doce. Ele que chupe minha pica.

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