“O software das empresas foi criado no Velho Mundo. Esta é a crise, sobre como estas organizações vão se ver neste novo mundo. Por isto, o tema é ainda mais crucial”. Esta foi a abertura do jornalista Mauro Lopes, presidente da MVL Comunicação, para falar de um novo padrão de organização do mundo, de negócios e de sentimentos. A governança se dá por sinais, por percepções, além do gerenciamento estrito e eficiente. “E assim, uma expressão facial pode derrubar um programa de relações públicas”, disse, referindo-se a casos recentes de grandes empresas norte-americanas em visitas ao Congresso, solicitando apoio financeiro. Então, Lopes faz um paralelo: de uma realidade com parâmetros como solidez, segurança, força, conquista e empresa, parte-se para um cotidiano onde prevalecem a fluidez, insegurança, fragilidade, ameaça e indivíduo, numa evidente mudança do polo de poder.
A manifestação de Lopes foi realizada durante o evento Café Aberje Campinas, em Campinas, que avaliou o papel da comunicação nas crises de imagem das organizações e recebeu um público de 120 profissionais e universitários, que ouviram os pontos de vista de especialistas no tema. Os palestrantes foram Valdeci Verdelho (MS&L Andreoli), Mauro Lopes (MVL Comunicação), Paulo Roberto Pepe (Empório da Comunicação) e Marcelo Aguiar (FSB Comunicações). Augusto Rodrigues, diretor de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais da CPFL Energia e diretor do Capítulo da entidade na região, fez a moderação.

