Para que ocorra uma total integração entre países, não é suficiente haver apenas um acordo governamental. A população dos países integrados também deve estar envolvidas, e por isso, as empresas públicas de comunicação têm muito a colaborar. É nisso que os representantes de emissoras públicas de comunicação acreditam, segundo conclusões do encontro que tiveram na última semana em Buenos Aires, Argentina, para discutir o que pode ser feito para deixar o Mercosul mais integrado.
A intenção do encontro dos representantes era trocar experiências de quem trabalha em emissoras de rádio, de televisão e agências de notícias, sempre procurando debater como a comunicação pública é operada. De acordo com o coordenador-geral substituto da TV Brasil, Adriano de Angelis, a comunicação pode proporcionar conhecimento sobre a realidade dos países. Desta forma, foi debatido no seminário, por exemplo, como uma emissora de TV argentina pode transmitir em seu país programas que mostrem a cultura brasileira.
O encontro reuniu cerca de 100 profissionais que atuam na gestão de emissoras de televisão, rádio e agências de notícias públicas dos países do Mercosul, além de representantes da sociedade civil. O resultado do seminário, que será apresentado aos chefes de Estado, será consolidado na Carta de Buenos Aires.

