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Comunicadora Liliana Cardoso é a Patrona dos Festejos Farroupilhas de 2021

Profissional já apresentou programas em rádio e televisão

“Cultura e Comunicação fazem uma simbiose perfeita. Uma não sobrevive sem a outra”. Este é o pensamento de Liliana Cardoso, escolhida patrona dos Festejos Farroupilhas de 2021, na semana passada, que tem a sua trajetória marcada pela união das duas áreas. Além de ativista cultural, declamadora e mestre de cerimônias, ela já atuou como apresentadora na TV Assembleia e como radialista na Rádio Liberdade FM. 

Feliz por ter sido eleita, a patrona tem a “certeza de que toda luta, toda trajetória e todo meu legado de pertencimento na poesia, como mulher negra, na declamação, não foi em vão. Essa homenagem simboliza toda uma trajetória de busca por representatividade”, ressaltou ao Coletiva.net

A profissional destacou que nos espaços que age como comunicadora sempre trata a cultura como alavanca de transformação social e de consciências. “A Comunicação é feita de cultura, identidade e propósito, trazendo todo um arcabouço (ou seja, uma base) de educação para um povo. Hoje temos tantos projetos lindos que muitas vezes são pouco divulgados. Talvez tenhamos que encontrar formas de aproximar quem divulga de quem faz”, defendeu a patrona.

A primeira experiência de Liliana como radialista foi na Rádio Liberdade, na qual fazia um contraponto com Fraga Cirne, integrante do movimento tradicionalista gaúcho organizado. No programa, falava sobre história, poesia e declamação. “Tenho paixão pelo rádio e poderia ter feito mais. Pena que não surgiram mais convites e propostas para levar a mais canais esse viés da cultura gaúcha, e em especial, da negra como elemento de contribuição para a formação da identidade do gaúcho”. 

Já na televisão, foi produtora e apresentadora do programa ‘Mateadas’, e contava com o suporte das jornalistas Celina Carvalho e Marion Bossemeyer. Convidada por Tania Goulart, Liliana ainda é colunista do ‘ABC do Gaúcho’, para o qual escreve sobre festivais e poesia, com o intuito de demonstrar essa pluralidade cultural do Rio Grande do Sul.

“Eu construí uma trajetória, na cultura gaúcha, que tem a Comunicação como ponto central. Subir no palco e dizer versos desenvolveu e potencializou em mim diversas habilidades consideradas importantes para um bom trabalho”, afirmou.

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