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Confiança do consumidor diminui 2,1% em dezembro

Fundação Getúlio Vargas divulgou o ICC nesta quarta-feira

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta quarta-feira, 22, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC). Conforme o resultado, os consumidores brasileiros estão menos otimistas ao final de 2010. O índice mostrou queda de 2,1% em dezembro contra novembro, na série com ajuste sazonal. A fundação também revisou para baixo a taxa apurada em novembro contra outubro para o ICC, de 2,7% para 2,6%.

Conforme divulgado pela Agência Estado, com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), foi de 125,1 pontos para 122,5 pontos de novembro para dezembro. Em seu comunicado, a Fundação informou que a piora do humor do consumidor em dezembro foi causada principalmente por uma piora nas expectativas quanto ao futuro.

O ICC é dividido em dois indicadores. O Índice de Situação Atual (ISA) mostrou queda de 0,4% este mês após mostrar avanço de 4,5% em novembro. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 3,4% em dezembro após apresentar alta de 1,5% em novembro. Ainda segundo a Fundação, o ICC subiu 8,9% em dezembro este ano, na comparação com igual mês em 2009. No mês passado, o indicador nesta comparação avançou de forma mais  intensa, com alta de 9,3% ante novembro de  2009.

O medo de um possível avanço da inflação no futuro, além de perspectivas cada vez mais fortes de aumentos nas taxas de juros nos próximos meses, levaram à queda de 2,1% no ICC em dezembro. Segundo o economista da FGV Aloísio Campelo esta foi a pior queda desde novembro de 2008 (-4,1%). Ele acrescentou que, no caso do Índice de Expectativas (IE), um dos sub-indicadores do ICC e que teve queda de 3,4% em dezembro, o recuo foi o mais forte desde outubro de 2008 (-10,1%). Segundo ele, a estimativa do consumidor para a inflação em 12 meses subiu de 6,1% para 6,7% de novembro para dezembro, o maior patamar estimado em nove meses.

Campelo comentou ainda que, embora os consumidores não tenham, de maneira geral, uma visão aprofundada sobre política macroeconômica, já começam a se informar sobre o comportamento de juros no País, principalmente com avanço da oferta de crédito nos últimos dois anos. Essa melhora de conhecimento contribuiu para que, dentro do universo pesquisado (2.000 domicílios), a parcela dos consumidores que apostam em alta de juros subisse de 38,3% para 55,7% de novembro para dezembro. “O que podemos dizer é que, entre os tópicos relacionados às expectativas, os que contribuíram mais para esta queda (na confiança do consumidor) foram assuntos relacionadas ao futuro da economia. A avaliação do momento presente continua muito boa”, resumiu o especialista.

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