O Teatro do Bourbon Country é palco do 21º Congresso de Marketing, promovido pela ADVB/RS, nesta quarta-feira, 31. Com o auditório lotado – cerca de 1000 pessoas –, os primeiros painelistas falaram, cada um com seu enfoque, sobre a cara do Estado, acerca do tema ’Marketing e Desenvolvimento para o Rio Grande do Sul’. O presidente da entidade, Telmo Costa, realizou a abertura do evento e passou a palavra para o patrono, Nelson Sirotsky. O presidente do Conselho de Administração e do Comitê Editorial do Grupo RBS saudou o público e os convidados para a abertura e comentou sobre o manifesto publicado em Zero Hora, hoje, chamado de “O Rio Grande do Sim”. “Precisamos parar de dizer não para tudo.”
O primeiro a refletir sobre as oportunidades do Estado foi o presidente da Thymus Brandin, Ricardo Guimarães. O convidado defendeu o conceito de sociedade em rede, que é um momento em que os indivíduos vivem interligados. Segundo Ricardo, existem três mundos: o de recursos, o de relações e o de informação. Este último, para ele, está criando algo bonito, humano e dinâmico. “Existe uma falência mental de olhar para a realidade e poder interferir nela. O sim nada mais é do que o reconhecimento da sociedade em rede”.
Com a pergunta ‘O que a baiana tem que a gaúcha não tem?”, o presidente da DM9, o baiano Sérgio Valente, garantiu que a resposta não está na beleza, na música ou na literatura: “Nos enxergamos muito maior do que somos. As unanimidades de lá fazem parte de uma estratégia de Marketing de gestão do intangível”. Sérgio ainda defendeu que, aqui, deve-se dizer que temos um Brasil com ‘S’ de Sul. “Se abrimos duas agências aqui (DM9Sul e Morya) é porque acreditamos no Estado”, garantiu, completando que quer crescer aqui, ganhar dinheiro e conquistar orgulho.
O terceiro a falar foi o presidente da Vonpar, Ricardo Vontobel, que iniciou fazendo uma constatação. Para ele, se 1 milhão de gaúchos estão fora do Estado é porque estes representam o Estado que deu certo. Para ele, o Rio Grande do Sul olha muito para dentro de si mesmo e esquece dos demais. “Temos orgulho de dizer que não somos brasileiros e, sim, gaúchos. Vivemos das tradições passadas e não enxergamos as oportunidades que estão à frente.” O executivo garantiu que, se olharmos para fora e para o que deu certo, tomando como exemplo, poderemos apostar em um grande futuro.
Para iniciar sua explanação, Fábio Bernardi, presidente da Associação Riograndense de Propaganda (ARP), avisou que “vive no Rio Grande do Sul e gosta de viver aqui”. Por outro lado, destacou aspectos que podem prejudicar o desenvolvimento do Estado. “Quero avisá-los que, no futuro, seremos maragatos e chimangos, pois Marketing é a ciência do ‘E’. Estamos aqui para somar”, salientou. O publicitário também provocou os presentes: “Gente, na Copa do Mundo de 2014, teremos o mundo todo olhando para nós, e eu pergunto ‘o que vamos dizer?’. Precisamos focar nisso.” Para Fábio, é necessário que, no próximo ano, as entidades de classe se reúnam em um evento semelhante para discutir o que será feito no ano para a Copa.
Telmo Costa, presidente da ADVB, encerrou o primeiro painel, contando que, após viver 11 anos em São Paulo, percebeu que o problema do Rio Grande do Sul não é político ou empresarial, pois há uma infinidade de cases em ambas as áreas. “Dizer sim é simplesmente sair da zona de conforto”, concluiu.


