Com a palestra “Iurrú, realidade não interessa”, encerrada há poucos instantes, o doutor e consultor
O “velcro na bunda”, segundo Schneider, tem impedido muitos profissionais de adequarem as mensagens publicitárias aos públicos para os quais elas se dirigem. “Eles espiam pela janela, através de uma luneta, e tentam imaginar os hábitos de consumo da população. Aí fazem relatórios, são promovidos a vice-presidente de Power Point da empresa e lançam produtos esdrúxulos”, ironizou.
Os termos em inglês, na avaliação do palestrante, são os principais vilões na atualidade. “Eu chamo isso de síndrome de Nova York. Os publicitários viajam para lá, vêem a palavra sale estampada na vitrine, voltam para o Brasil e fazem a mesma coisa.” Schneider recomendou aos profissionais que gastem mais sola de sapato nas ruas observando o comportamento dos compradores, para criar estratégias de comunicação mais eficazes. “É menos iurrú e mais essência”, resumiu.

