Na última segunda-feira, o Conrad (Conselho de Rádios Comunitárias) e o Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul se reuniram para entregar à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão uma lista contendo os nomes das empresas de radiodifusão que se encontram com suas outorgas vencidas, inadimplentes e não-fiscalizadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Isso porque, segundo pesquisa efetuada pelo Conrad sobre a fiscalização da Anatel, as rádios comunitárias sofrem inúmeras intervenções da agência, enquanto que, apenas uma vez, em 398 ações realizadas, fiscalizou a Brasil Telecom, líder em reclamações dos consumidores em telefonia fixa.
Para o Sindicato, “há dois pesos e duas medidas nas ações da Anatel”. Estiveram presentes à entrega da documentação no Ministério Público o diretor da entidade, Nerilson Tozzi, e os representantes do Conrad, Dagmar Camargo, João Carpes Netto e Vilson Maizonette. O procurador em exercício, Felipe Souza abriu processo e dará um prazo de 10 dias para que a Anatel se explique sobre seus critérios de fiscalização.

