Para o presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, as empresas públicas de comunicação devem ter mecanismos que as protejam do uso político pelos governos e do proselitismo partidário. A afirmação foi feita durante a reunião do Conselho de Comunicação Social realizada esta tarde, no Senado. No encontro foi debatida a ética nos meios de comunicação.
Segundo Bucci, são necessários quatro cuidados jornalísticos básicos para fortalecer a qualidade da informação: separar a informação da opinião; tentar conter o uso de informações sem origem (o chamado off); separar institucionalmente o que é assessoria de imprensa e o que é jornalismo; e ter cuidado com o uso de verbas públicas na compra de anúncios em veículos de comunicação.
O professor de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina Francisco Karam defendeu a regulamentação dos dispositivos da Constituição de 1988 que tratam da informação, como o direito de resposta e a regionalização da produção jornalística, artística e cultural. Já o professor de Ética Jornalística e diretor para o Brasil do Mediacción-Consultores em Direção Estratégica de Mídia, da Universidade de Navarra (Espanha), Carlos Alberto di Franco, detalhou o que seriam os dois direitos fundamentais da democracia: o direito à informação e o direito à privacidade. Para ele, a dificuldade de associar os dois nasce de uma premissa falsa. “Informação e privacidade reclamam mecanismos de harmonização, e não de confronto”.

