O Índice Nacional de Confiança (INC), calculado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atingiu em abril 150 pontos, recorde da série histórica, repetindo desempenho observado em março. Conforme divulgado pela Agência Estado, o segundo maior resultado do índice foi registrado em janeiro – 149 pontos. Na comparação com abril de 2009, o INC passou de 119 pontos para os atuais 150, alta de 26%.
O INC varia de 0 a 200 pontos, revelando otimismo acima dos 100 pontos e pessimismo abaixo desse nível. A pesquisa é realizada em mil domicílios do País distribuídos em nove regiões metropolitanas. O presidente da ACSP, Alencar Burti, credita o resultado de abril ao bom momento da economia. A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desempenho da produção industrial apontou em março avanço de 2,8% ante fevereiro. “O desenvolvimento é consequência da confiança do consumidor nos processos de condução da economia”, afirma.
O indicador mostra ainda que a classe C segue desde o início do ano como a mais otimista. O INC desse grupo atingiu em abril 161 pontos, à frente das classes A e B (136 pontos) e D e E (134 pontos). Na análise regional, o Norte e o Centro-Oeste são as áreas mais otimistas, com 167 pontos, seguidas pela região Sul (161 pontos), Sudeste (149 pontos) e Nordeste (142 pontos). “A dispersão entre as classes e regiões está mais uniforme em abril, o que mostra um comportamento otimista em todos os grupos sociais”, analisam os economistas da ACSP.
O levantamento também perguntou aos consumidores sobre emprego e consumo nos próximos meses. De acordo com o indicador, 45% dos entrevistados disseram estar seguros quanto à oferta de emprego, contra 22% que reconheceram estar pouco confiantes. A porcentagem de pessoas que pretendem comprar eletrodomésticos nos próximos meses foi de 52%, enquanto 24% disseram estar pouco seguras para fazer grandes compras em abril.
Quanto ao desempenho da economia, 48% dos entrevistados acreditam que o mercado ficará mais forte nos próximos seis meses. E 60% acreditam que sua situação financeira tende a melhorar nos próximos seis meses, contra 7% que acreditam que ela deve piorar.

