Na última sexta-feira, 23, a correspondente do portal Terra e da BBC na China Fernanda Morena conversou com os estudantes da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). No bate-papo de aproximadamente duas horas, ela falou sobre carreira, experiências no país oriental e revelou que “sempre quis trabalhar com o jornalismo internacional”.
Sobre a vida de repórter na China, a jornalista disse que o contato com habitantes locais é complicado, mas que há exceções. “Órgãos oficiais não concedem entrevista para estrangeiros. Já o público é influenciado pela propaganda do regime comunista, que prega a ideia de que jornalistas estrangeiros falam mal da China. Mas há pessoas que não ligam para isso, e concedem entrevista sem nenhum problema”, explicou.
Para consultar as redes sociais e os sites que são bloqueados no país, Fernanda adere a ferramentas que permitem o acesso. Apesar das adversidades, revelou que gosta de morar no país. “Conheçam a China, pois é um lugar fantástico pela sua cultura”, disse.
Antes do Jornalismo, Fernanda passou pelos cursos de Letras e Filosofia. Dominando o inglês e o francês, o pai sugeriu que ela estudasse outra língua. Foi quando optou pelo mandarim. Em 2005, realizou um intercâmbio na China, onde estagiou no jornal Hoje Macau. De volta ao Brasil, foi pesquisadora do laboratório da HP na Famecos (2007), onde se formou em 2008. Atuou como correspondente do Correio do Povo durante o período das Olimpíadas de Pequim, editora da Rádio Internacional da China, até se tornar correspondente do portal Terra e da BBC, em 2011. Atualmente, trabalha como freelancer e também escreve para a revista Época Negócios.

