Na semana do Dia Internacional da Mulher, a organização Repórteres Sem Fronteiras comunicou que em todo o mundo foi registrado um aumento da violência contra as jornalistas em 2006. “Cada vez há mais mulheres jornalistas vítimas de assassinatos, detenções, ameaças ou intimidações”, informa o relatório. O aumento se relaciona com o fato de mais mulheres trabalharem como jornalistas, produzindo reportagens “incômodas” e cargos com mais exposição nos meios de comunicação.
Em 2006 e em 2005, respectivamente, 11% e 15% dos jornalistas assassinados de forma violenta eram mulheres. Em 2004, haviam sido 7,5%. A proporção de jornalistas assassinadas nunca foi tão grande como agora, segundo a RSF. Iraque, Rússia e seus países vizinhos aparecem como os locais mais perigosos para a profissão entre as mulheres. De acordo com a entidade, há sete mulheres jornalistas presas em todo o mundo.
O comunicado também lembra as blogueiras que são perseguidas, como Saudi Eve, pseudônimo de uma mulher que falava sobre religião e sua vida amorosa e que teve sua página bloqueada por autoridades da Arábia Saudita. O Afeganistão é citado como um país que deseja obrigar as mulheres jornalistas a respeitarem “os códigos religiosos de vestuário”.

