A Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames) estipula que, até o fim de 2023, a área deve movimentar R$250 milhões no Brasil. Isso porque, em março deste ano, um grupo de 43 estúdios brasileiros viajou a San Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos, para atender à Game Developers Conference (GDC), onde se encontraram com investidores com o objetivo de atraírem recursos. Os valores seriam resultados dos negócios fechados na ocasião.
O presidente da associação, Rodrigo Terra, disse que o atual ano vem sendo de suma importância à indústria nacional de videogames. Ele também afirma que as previsões são mais otimistas ainda para os próximos meses. “Mais do que a homenagem que será feita ao País pela Gamescom, em agosto, na Alemanha, e a superação das metas de contratos firmados na GDC 2023, estamos conseguindo mostrar ao mundo o potencial que o Brasil tem no setor”, disse.
A diretora de operações do Brazil Games, Eliana Russi, classificou o evento como crucial para pôr o País na mira de investidores internacionais. Ela comentou que a comitiva “estabeleceu mais de 800 novos contatos e se encontrou com potenciais parceiros, que demonstraram um enorme otimismo em relação ao conteúdo que está sendo desenvolvido no Brasil”.
Setor em crescimento
Segundo um levantamento feito pela Abragames, junto à Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), o número de empresas desenvolvedoras de videogames no País mais que duplicou entre 2019 e o ano passado. Além disso, no tocante à diversidade – pauta considerada cada vez mais relevante no meio -, mais da metade das companhias da área afirma possuir em seu quadro funcionários de diversos grupos sociais, como membros da comunidade LGBTQIA+, pessoas indígenas, negras, portadoras de necessidades especiais ou refugiados.
