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Debate Raiz encerra cobertura da Copa nos Estados Unidos com olhar além do futebol

Equipe permaneceu in loco até a decisão do Mundial e manteve a operação após a eliminação da Seleção Brasileira

A estrutura foi dividida entre um apartamento em Manhattan e duas casas no Brooklyn. - Crédito: Arquivo Pessoal

A cobertura da Copa do Mundo chegou ao fim neste domingo, 19, com a disputa da final do torneio. Depois de pouco mais de um mês nos Estados Unidos, a equipe do ‘Debate Raiz’ concluiu uma das maiores operações já realizadas pelo projeto, mantendo a estrutura montada para acompanhar o Mundial até o último dia da competição, mesmo após a eliminação precoce da Seleção Brasileira.

A operação internacional, antecipada pelo Coletiva.net antes do início do Mundial, reuniu profissionais de diferentes áreas em uma estrutura montada em Nova Iorque para garantir uma programação diária e multiplataforma ao longo da competição. 

Liderada por Fabiano Baldasso, Leonardo Meneghetti e João Batista Filho (JB Filho), a cobertura contou com jornalistas, comentaristas, produtores e equipes técnicas dedicadas exclusivamente ao evento. A estrutura foi dividida entre um apartamento em Manhattan, localizado a duas quadras da Times Square, e duas casas no Brooklyn. 

Além das hospedagens, o projeto contou com três estúdios de transmissão: o principal em Manhattan, de onde eram apresentados os programas do horário do almoço e os reacts da Seleção Brasileira. O outro em Astoria, no Queens, sede do ‘Debate na Copa’, e um terceiro instalado em uma das casas do Brooklyn, utilizado para o ‘Bom Dia Nova Iorque’ e outros programas especiais.

Planejamento especial 

A logística também exigiu planejamento. Para acompanhar os treinamentos da Seleção Brasileira em Nova Jersey, a equipe alugou um veículo exclusivo para os deslocamentos dos repórteres. Já na rotina diária, o metrô tornou-se o principal meio de transporte pela rapidez para circular por Nova Iorque.

A adaptação ao cotidiano norte-americano também fez parte da cobertura. Entre as diferenças percebidas estiveram a cobrança dos impostos apenas no momento do pagamento das compras e o sistema de gorjetas nos restaurantes, que normalmente varia entre 18% e 25%. Na alimentação, o grupo conseguiu manter alguns hábitos brasileiros, promovendo churrascos, encontrando um restaurante com comida típica em Astoria e levando cerca de 20 quilos de erva-mate para garantir o tradicional chimarrão durante toda a viagem.

Mais do que acompanhar os jogos da Copa, a equipe aproveitou a permanência nos Estados Unidos para mostrar acontecimentos que movimentavam o país durante o período do Mundial. A cobertura incluiu as comemorações pelo título do New York Knicks na NBA, as festividades dos 250 anos da Independência dos Estados Unidos e conteúdos sobre o cotidiano da cidade, ampliando o olhar para além do futebol.

“Nossa proposta sempre foi muito maior do que apenas acompanhar os jogos da Seleção. Viemos para mostrar a Copa e tudo o que acontecia ao redor dela, os bastidores da nossa cobertura e também o dia a dia nos Estados Unidos. Essa relação verdadeira com quem nos acompanha é um dos nossos diferenciais”, afirmou em exclusiva ao portal Coletiva.net, Leonardo Meneghetti, apresentador e um dos sócios do ‘Debate Raiz’.

Adaptações na rotina 

A rotina de trabalho também precisou ser constantemente adaptada. Ao longo da competição, a equipe alterou horários de programas para evitar conflitos com as partidas, reorganizou escalas e criou novos formatos de conteúdo para atender às demandas de uma cobertura em tempo integral. Mesmo distante das famílias, o grupo manteve a operação até o encerramento da Copa.

A eliminação da Seleção Brasileira provocou mudanças no planejamento editorial, mas não reduziu a estrutura montada para o Mundial. Com o Brasil fora da disputa, o ‘Debate Raiz’ ampliou a cobertura de outros assuntos esportivos, como a retomada das atividades de Grêmio e Internacional após o período de férias, sem deixar de acompanhar os desdobramentos da competição internacional.

“Quando o Brasil foi eliminado, claro que sentimos o impacto. Mas nossa missão era cobrir a Copa até o fim. Nos adaptamos rapidamente, ampliamos o foco para outros assuntos e seguimos produzindo conteúdo diariamente. Um evento desse porte exige capacidade de mudar o planejamento sem perder a essência da cobertura”, destacou Meneghetti.

Além do conteúdo publicado durante o Mundial, a equipe avalia transformar a experiência em um registro audiovisual. A ideia de produzir um documentário chegou a ser discutida durante a viagem, mas, segundo o grupo, o formato do projeto ainda está em definição.

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