Entre produtores rurais, técnicos de órgãos públicos, de bancos e de federações estaduais de agricultura e pecuária, cerca de 80 pessoas participarão nesta terça-feira, 14, em Porto Alegre, do quarto e último Seminário Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Desenvolvido em parceria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com a embaixada britânica, o objetivo do seminário é compartilhar informações sobre o Programa ABC, do governo federal, que disponibiliza R$ 3,5 bilhões na safra atual para investimentos em práticas e tecnologias sustentáveis voltadas para a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs).
Durante o dia, vários especialistas se reunirão na sede da Farsul para debater temas relacionados às práticas sustentáveis de produção que reduzam as emissões de carbono e garantam o crescimento da produção brasileira aliada à preservação ambiental. Camila Nogueira Sande, assessora da CNA, apresentará o Guia da Agricultura de Baixo Carbono, elaborado pela entidade e pela embaixada britânica com orientações sobre o Programa ABC. O fiscal federal agropecuário Ricardo Furtado falará sobre as expectativas do Ministério da Agricultura para o programa. As discussões da parte da manhã se encerram com a apresentação das tecnologias para a agricultura de baixo carbono, tema de palestra da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Na parte da tarde, a partir das 14h, será conhecida a experiência do produtor Cláudio Antônio Kellermann, que tem propriedade rural nos municípios de Fortaleza dos Valos e Piratini, com agricultura de baixo carbono. O técnico engenheiro agrônomo Bernardo Palma falará sobre o processo de elaboração dos projetos exigidos pelas instituições financeiras para concessão dos financiamentos. Renir Renato Resener, do Banco do Brasil (BB), falará sobre a linha de crédito para financiamento da agricultura de baixo carbono. O Banco do Brasil tem R$ 850 milhões para financiamento de projetos da agricultura de baixo carbono no ano-safra 2011/2012.
A idéia de preparar seminários regionais para discutir o assunto surgiu a partir da demanda de produtores rurais, que relatam dificuldades para a contratação dos recursos do programa, lançado pelo governo federal em 2010. O programa é um dos pontos do Plano ABC, que inclui várias etapas, que vão desde a capacitação de técnicos, produtores rurais e agentes de bancos, passando pela divulgação, regularização ambiental e fundiária, fornecimento de insumos, plantio de sementes e mudas, até a criação de planos estaduais de agricultura de baixo carbono. Além do Rio Grande do Sul, Brasília, Minas Gerais e Bahia já realizaram seminários para discutir o tema.

