O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), que disse estar “se lixando” para o que pensa a opinião pública, pediu desculpas nesta quarta-feira aos deputados e à sociedade pela declaração feita na semana passada, dizendo ter sido um ato “acalorado” e “infeliz”. Moraes, no entanto, afirmou que não retira o que disse, voltou a criticar a imprensa e explicou que só chegou ao ponto de falar tal frase porque foi “provocado” por jornalistas.
Moraes também criticou matérias que vêm sendo veiculadas na imprensa sobre ele. O deputado falou de uma reportagem que foi ao ar em uma rede de televisão, na qual ele aparece dando entrevista com o terno cinza, e depois com um terno azul marinho, dizendo ser esse um claro exemplo de que a imprensa está “editando” suas falas para prejudicá-lo. “A matéria foi editada para jogar nós todos no fogo”, disse.
Ele fez um apelo aos membros do Conselho de Ética para que não o retirassem da relatoria do processo contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), mas não foi atendido. Depois de criticar a imprensa e de sinalizar o arquivamento do caso de Moreira, conhecido após a acusação de não ter declarado um castelo avaliado em R$ 25 milhões, a permanência do deputado Sérgio Moraes à frente do caso foi considerada insustentável pelo presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA). Por isto, acabou sendo destituído na sessão encerrada agora há pouco. Araújo considerou como antecipação de voto as declarações feitas pelo deputado de que seria difícil punir Moreira por erros que teriam sido cometidos por vários outros parlamentares. O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) foi nomeado novo relator do caso.

