Durante um almoço realizado nesta segunda-feira, 3, a comissão executiva do Pacto pelo Rio Grande apresentou à imprensa um balanço dos trabalhos realizados até o momento e as metas previstas para serem cumpridas até o dia 31 de julho. O encontro reuniu cerca de 30 jornalistas em um ambiente da Assembléia Legislativa, o Solar dos Câmara, e durou quase duas horas.
De acordo com os deputados, a Assembléia trabalha para incluir os pleitos deste fórum, em forma de emendas, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que precisa ser votada antes do início do recesso parlamentar de julho. Para eles, incluir as decisões do Pacto será uma forma de garantir um comprometimento do próximo Governador com as metas para recuperar as finanças públicas e buscar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
O presidente da Assembléia, Fernando Záchia (PMDB), e os deputados Cézar Busatto (PPS), Jair Soares (PP), Raul Pont (PT) e Luis Augusto Lara (PTB) apresentaram as metas do Pacto e responderam questionamentos dos jornalistas. O deputado Busatto, coordenador do Pacto, pediu o apoio da imprensa gaúcha nesta luta para enfrentar a crise financeira que persiste no Estado há pelo menos 30 anos. “O Pacto pelo Rio Grande já é uma realidade”, definiu Busatto. “Nos ajudem a pensar grande, pois sozinhos não temos sustentação política para fazer o que precisa ser feito”.
“Acredito ser responsabilidade também dos órgãos de imprensa, que são os formadores de opinião, entender a importância de se discutir o futuro de nosso Estado”, avaliou o presidente Záchia. Jair Soares sugeriu que é preciso ter coragem para adotar o que ele chamou de “verdade orçamentária”. “Os números são de aterrorizar”, afirmou o ex-governador, após uma ampla análise do “estado calamitoso” em que se encontram as finanças estaduais. Assim como Záchia e Busatto, Jair também fez um apelo aos jornalistas: “Aos senhores da imprensa acredito que cabe a magma tarefa de se engajar nessa luta, porque se trata de uma discussão que afetará as próximas gerações”, completou. O deputado Pont, por sua vez, disse esperar que a divulgação pela imprensa destas dificuldades “estabeleça um critério mais reflexivo, para que as medidas que são necessárias sejam compreendidas pela opinião pública”.

